10 novembro, 2016

Festival das Sopas - Aveiro

E quando uma atividade do grupo coincide com uma data importante para ti... Que fazes?




Marcar atividades com um grupo é sempre uma odisseia, porque há sempre alguém que faz anos, nem que seja o canário da prima com quem nem se fala... Há sempre muitas solicitações e tendemos a encurtar, a baixar o nível e a expetativa, mas os jovens mostram-nos que sabem fazer escolhas, quando estão integrados, quando se sentem familia, saibem conjugar e congregar. Dia 5 de Novembro a comunidade de Aveiro, do VTS organizou a 2ª Edição do Festival das Sopas, na Casa das Irmãs Dominicanas. Fica o testemunho do Luis Almeida sobre o Festival das Sopas:

"Foi mais que um dia de anos, foi uma experiência que nunca tinha feito e não esperava tanta gente.
Foi mais uma experiência de voluntariado e senti-me super bem em estar ao serviço das pessoas que tiraram algum tempo para aparecer lá.
Não nos atrapalhamos, estávamos todos dispostos a ajudar onde fosse preciso, estava tudo muito bem organizado e isso ajuda bastante na nossa realização e a sentirmo-nos bem connosco próprios para podermos ajudar os outros.
Também foi o meu 18º aniversário e sinceramente foi uma ótima forma de passá-lo e tive a companhia que queria naquele momento.













Apesar de não ter estado no Festival do ano passado sinto que este foi bastante melhor e teve muita mais aderência. É sempre bom estar de serviço, principalmente para com o próximo, espero que para o ano haja mais."


Luis Almeida
Comunidade de Aveiro

Os donativos angariados na atividade destinam-se ao grupo, que por sua vez os canaliza para a formação e missões, sobretudo em Timor!

04 novembro, 2016

Num abraço que nos torna um! - Testemunho de André Silva (Coordenador Nacional do VTS)


Abraço… gesto de entrega e confiança em que num mesmo momento e espaço temporal dois corpos partilham um mesmo instante. Nesse momento dois olhares com um destino diferente mas braços que se envolvem e dois corações que acabam por bater a um só ritmo.

Esta é a simbologia que para mim define melhor o conceito de família, pois em família devemos sentir-nos constantemente abraçados mesmo que nos encontremos em sítios diferentes ou tenhamos diferentes opiniões e vocações. O abraço não julga nem critica, apenas acolhe e permanece.

No passado fim-de-semana de 22 e 23 de Outubro, realizou-se em Fátima o 1º Encontro de Formadores organizado pela Pastoral Juvenil da Família Dominicana, no Convento dos frades dominicanos, em Fátima.

Abraçaram este projecto cerca de 10 jovens, membros das diversas comunidades do Voluntariado Teresa de Saldanha e 8 noviços e 2 estudantes, dominicanos, os quais tomaram o hábito no passado mês de Setembro.
Vocações distintas, mas como na Ordem Dominicana, nenhuma melhor que a outra, ninguém melhor ou pior que o outro, todos somos um entre iguais.

O objectivo era aprofundar aquilo que chamamos de “espiritualidade dominicana” e para isso fomos “beber” à fonte fundamental, o nosso pai e fundador S. Domingos de Gusmão. Entre dinâmicas e ritmos próprios deste tipo de encontros, encontrámos ainda tempo para uma visita às mongas dominicanas, onde mais uma vez compreendemos outro tipo de vocação, a qual não sendo um abraço físico é um abraço espiritual pois é a oração permanente destas irmãs que muitas vezes nos dá o suporte invisível que sentimos operar nas nossas vidas, mesmo que nem sempre sejamos honestos para o receber e acolher ou estejamos atentos e despertos para esse facto.

Há na alegria estampada no rosto desta irmãs indubitavelmente aquilo que gosto de chamar de “Amor maior”, o amor de “querer bem” a todos e a cada um de nós.
Houve duas ideias que partilhei na avaliação que fizemos no final desta etapa de formação e que gostava de aprofundar:

    1)  Humilde instrumento de Cristo!
Domingos, tal como a nossa inspiradora Madre Teresa de Saldanha, souberam reconhecer com humildade a miséria e a pobreza daqueles que os rodeavam, e com essa mesma humildade deram tudo aquilo que tinham e não tinham, para que Deus os usasse como instrumento do Seu amor e assim se elevassem as vidas de todos aqueles pobres cujas almas ansiavam pelo amor de Deus. Tal como disse o Frei Filipe numa das suas homilias, “por mais baixa que seja a miséria do Homem, a misericórdia de Deus, no seu amor incondicional, poderá sempre nos elevar”.
Domingos, e Teresa, deixaram-se inundar pelo amor de Deus e assim, agiram sempre como instrumento do mesmo, vivendo de forma humilde, atenta, inteligente e compassiva.
                  
            2)   Página viva do Evangelho!
Tal como o Frei Filipe eloquentemente nos relatou, a imagem do rosto de S. Domingos criada por Matisse é a de um rosto sem olhos, nem boca, nem nariz, nada… contudo, e instintivamente, compreendemos que mesmo assim é um rosto sem rosto que nos é familiar pois somos nós que somos chamados a ser esse rosto de S. Domingos que representa a Ordem Dominicana.
Devemos de forma humilde tentar ser os olhos deste rosto para que assim possamos ver a infinita misericórdia de Deus e vendo a pobreza daqueles que nos rodeiam, possamos entregar o que temos e desprendermo-nos das amarras que nos prendem a uma vida materialista e vã, pois só no amor ao outro encontraremos o amor de Deus.
Devemos tentar ser os ouvidos deste rosto para que assim possamos ouvir os lamentos daqueles que são marginalizados e daqueles que sofrem e possamos no ruído do mundo que hoje nos rodeia, encontrar sempre a melodia do amor de Deus.
Devemos ser também a boca deste rosto para que aos quatro cantos do mundo chegue bem alto a certeza de que Deus sempre nos amou e amará de forma incondicional e assim um sopro se tornará murmúrio, um murmúrio se tornará um coro, um coro se tornará um grito e este grito derrubará os muros que afastam o Homem de Deus e tornar-se-á a ponte e o abraço que nos une no amor de Deus.
Mas não nos devemos ficar pelo rosto, devemos também ser testemunho vivo para que as palavras virem obra e as obras possam dar fruto. Uma fé sem obras é uma fé vazia.
Domingos, e também Teresa, deixaram-se tocar pelo amor de Deus e foram sempre páginas vivas do Evangelho de Cristo. Nas suas vidas encontramos amplos exemplos deste facto e isso transparece de forma clara na “espiritualidade Dominicana”.

Assim, devemos ser nós próprios as páginas deste Evangelho que se vai continuamente escrevendo. Devemos ser o rosto vivo de Deus para o nosso irmão, seja ele quem for e esteja ele onde estiver. E ás nossas páginas juntar-se-ão as páginas dos nossos irmãos, e assim o Evangelho viverá nas nossas vidas e nas daqueles que se deixarem tocar.

Espero com a toda a minha alma que o VTS, e todos os seus membros, familiares e amigos, possam ser sempre um Evangelho vivo do amor de Deus e que todos se sintam sempre juntos naquele abraço que, simplesmente nos faz SER FAMÍLIA.


André Silva – Lisboa 26/10/2016

21 outubro, 2016

10º Encontro Nacional VTS


Mais um testemunho audiovisual, com texto de Luís Almeida, do 10º Encontro Nacional do Voluntariado Teresa de Saldanha


61ª Peregrinação do Rosário em Fátima

Mais um testemunho sob a forma de imagens:



11 outubro, 2016

VTS e os seus 14 anos! - Em Lisboa!


Dia 2 de outubro…que data tão especial! Comemoramos o Anjo da Guarda, a profissão religiosa da nossa querida Teresa de Saldanha e, agora, o aniversário do VTS.
 
A comunidade de Lisboa iniciou a comemoração com a ida ao jazigo da Madre Fundadora. É um local especial. De cada vez que entro no jazigo é absolutamente mágico. O cheiro inebriante a rosas, a paz e, ao mesmo tempo, a alegria que se apoderam do meu coração é algo quase indescritível por palavras.
Para mim, apesar de estarmos num cemitério, é um dos meus locais de eleição para visitar e, sobretudo, orar junto de Teresa de Saldanha. Foi precisamente isso que aconteceu. A Irmã Angélica preparou uma pequena oração e juntos orámos bem próximos, fisicamente, de Teresa. Claro que para estarmos próximo dela basta rezar-lhe em qualquer sitio, tal como o fazemos com Deus. Deus está onde estamos…e quer falar-nos onde estivermos.

Depois deste primeiro momento, participámos na Eucaristia no Convento dos irmãos Dominicanos no Alto dos Moinhos. Foi uma celebração emotiva. A igreja estava, como sempre, cheia de pessoas, mesmo depois do incêndio do passado domingo o qual em nada abalou a força desta comunidade.
Apesar do que se perdeu a nível material, e foi imenso, o mais importante permaneceu intocável. Apesar da falta de paramentos, cálices, etc, a celebração foi feita com a mesma entrega, com o mesmo amor. Acredito que rapidamente o Convento voltará a ser o que era.
Por fim, finalizámos com um almoço onde convivemos, festejámos a alegria de ser VTS, de ser de Teresa de Saldanha, de ser de Jesus e de Deus.

Neste dia alguns elementos não puderam estar presentes por vários motivos. Mas não poderia terminar o meu texto sem os referir. Neste dia cada um deles esteve bem presente, como sempre estão, nas minhas orações. Pedi por cada um de vós. Pela Ana Cristina para que Deus lhe mostre o caminho da felicidade, que a ensine a relaxar e a não ser demasiado exigente consigo mesma. Pela Ana Carina, para que encontres em Deus a paz e a serenidade que tanto procuras e necessitas. Pela Sílvia para que Deus a ajude neste novo ano letivo. Pela Rafaela para que Deus seja sempre o seu refúgio e âncora. Pelo Josimar para que Deus continue a ser a luz no meio da escuridão e que consiga sempre alcançar as vitórias que pretende. Pelo Bruno para que se sinta sempre amparado por Deus, que sejas capaz de ver as pegadas na areia. Pela Catarina, que Deus a coloque nos nossos caminhos se assim for a Sua vontade. Pela Rita, que Deus lhe conceda o que mais deseja.
Por todos nós, que Deus se faça sempre presente nas nossas vidas…. que através da intercessão de Teresa nos sintamos sempre impelidos a fazer o bem sempre e onde seja necessário.


Ângela Silva
Comunidade de Lisboa

28 setembro, 2016

Peregrinação do Rosário em Fátima - Testemunho de Aveiro


Apesar de ter chegado um bocado mais tarde pude assistir ainda à atuação do Coro, na parte das conferências (Festa da Família). Eu não conhecia os cânticos mas fiquei encantado com as vozes de todos os membros do coro. Todas as Irmãs foram espetaculares sendo muito acolhedoras e ajudando no que era preciso.
Pude conhecer gente de outro VTS, o que foi muito bom, assim como conhecer o outro grupo de jovens que estava connosco (MJD – Movimento Juvenil Dominicano). Foi uma experiência diferente, não estava à espera de algo assim. A comida era muito boa, os estabelecimentos eram muito agradáveis e senti-me muito acolhido.
Gostei imenso das duas celebrações, tanto a Vigília de sábado com a Missa de domingo. Foi bom participar na animação da celebração de sábado, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, que é muito bonita. A celebração de domingo foi Eucaristia, ouvi as leituras e o Evangelho e perceber que tipo de mensagem é que estou a captar e onde posso aplicá-la.
Depois da celebração de domingo tive um momento para conhecer um bocado de Fátima e dei um bom passeio acompanhado por algumas pessoas. Estava muito ansioso para voltar para Aveiro mas ao mesmo tempo gostava de ter ficado mais algum tempo com todos para podermos conviver, o que me é muito natural.

Foi, sem dúvida, uma boa experiência, gostava de repetir.

Luís Almeida
VTS de Aveiro

Loja Social do VTS, AVEIRO ESTEVE EM FESTA!!!



No dia 24 de setembro de 2016, o VTS Aveiro, organizou uma festa na sua loja social. A festa teve como principais objectivos a divulgação da loja bem como da nossa fundadora Teresa de Saldanha. Aproveitamos o facto de estarmos no mês em que se realiza o aniversário de Teresa de Saldanha e oferecemos grandes promoções e uma fatia de bolo a todos os que apareceram.

A festa realizou-se entre as 9:30h e as 12:30h e os voluntários dividiram-se e enquanto uns tratavam da divulgação no mercado de Santiago, outros ficaram na loja a acolher os clientes.


Para mim esta festa valeu realmente a pena porque conseguimos não só angariar donativos, mas também dar a conhecer o nosso trabalho como voluntários de Teresa de Saldanha, especialmente na loja social.

Voluntariado Teresa de Saldanha - Quem somos, o que fazemos e onde estamos?


23 setembro, 2016

VTS de Lisboa retoma as suas actividades!

“ Procuremos viver este ano mais fervorosamente, mais zelosamente, mais santamente, que os passados.” – Teresa de Saldanha 

No passado dia 11 de setembro, a comunidade de Lisboa iniciou as suas atividades. Iniciámos da melhor forma, com a Eucaristia no Convento dos irmãos Dominicanos no Alto dos Moinhos. Apesar de não termos estado todos presentes, foi um momento marcante. As leituras e o Evangelho do dia trouxeram uma importante mensagem da misericórdia de Deus para connosco e de nós para com todos.
A misericórdia de Deus é tão profunda, tão perfeita que nada há a temer. Deus irá resgatar-nos do mais profundo dos “poços”. E, como assim é, também nós devemos dar esta misericórdia a quem connosco partilha esta vida. Há que tentar esquecer o orgulho que de nada nos serve e ser humilde para entender as nossas fraquezas e defeitos. Há que socorrer o próximo, mesmo em momentos de discussão, de desencontros, mesmo quando temos razão e o outro não. Há que ir ao encontro do outro e resolver as coisas. É um ato de amor, de misericórdia e não de humilhação. Neste ponto, ainda temos um longo caminho a percorrer. A aprender dia a dia a receber e a dar a misericórdia uns aos outros. E, também neste ponto, temos muito a aprender com o exemplo de vida de Teresa de Saldanha.
“Não há perfeição neste mundo e, portanto, devemos procurar, com o espírito de verdadeira caridade, aproveitar as boas qualidades que encontramos no nosso próximo.” – Teresa de Saldanha

  Depois da Eucaristia seguiu-se o almoço. Foi o momento para conviver, para matar saudades.
Depois do almoço juntámo-nos em Benfica, onde nos esperava a Irmã Angélica e os outros elementos e iniciámos a nossa reunião. Contámos com a doce visita da irmã Rosa Catarino que, para além de se ter juntado a nós na reunião, nos apresentou o mais recente livro da Teresa de Saldanha. Um livro com pensamentos de Teresa para nos acompanhar durante os 365 dias do ano, e uma recolha de alguns textos inéditos sobre a Madre Fundadora. Foi uma surpresa muito agradável. 


Na reunião verificámos quais, dos presentes, poderiam participar na Peregrinação do Rosário que se irá realizar nos dias 24 de 25 em Fátima. Marcou-se as datas e os dias das reuniões mensais e em que moldes se realizariam. Debateu-se os dias e locais onde iríamos realizar os momentos de oração mensais, falamos ainda sobre algumas datas e atividades a realizar com as meninas do lar Madre Teresa de Saldanha. 

A pedido da irmã Rosa Catarino, no dia 1 de novembro, tal como aconteceu no ano passado, o VTS Lisboa irá assegurar juntamente com as irmãs o dia junto ao jazigo da Madre Fundadora no cemitério de Benfica. Para mim é um momento muito especial, pois estamos “mais próximos” de Teresa. Poder entrar no seu jazigo, poder tocar no local onde ela permanece, é um momento doce. Para além de toda a carga emocional, é mais uma oportunidade de falar sobre Teresa a quem passa, a quem quer connosco partilhar um momento de oração, de partilha do que se sabe e do que se sente quando falamos de Teresa.
O meu maior desejo para o VTS Lisboa é que possamos crescer cada vez mais, mas sobretudo que este crescimento tenha bons alicerces, fortes e permanentes que consigam resistir a tempestades e abalos. Que a oração seja sempre a forma de chegar mais perto de Deus e, assim, de cada um de nós. E que, se for essa a vontade de Deus, que tenhamos mais membros prontos a percorrer connosco esta “aventura” de Fazer O Bem Sempre”.

Ângela Silva 
Comunidade de Lisboa
 

Voluntários nas JMJ...

   


Quando me pediram para escrever um texto sobre as JMJ começaram a surgir várias ideias que queria registar. Foram tantas as experiências e as aprendizagens que era difícil conseguir transmitir/escrever tudo. Por onde podia começar?? Pela fantástica experiência de ficar em famílias de acolhimento, pelas aventuras que tivemos, pelas palavras do Papa que disseram tanto, pela subida à Torre do Santuário da Divina Misericórdia que me levou a pensar que somos tão “pequenos” perante a misericórdia do Pai, ou pela visita a Auschwitz ?? Podia falar de todas essas coisas que tocaram-me de forma particular ou tantas outras experiências que tivemos, mas depois de muito pensar, de escrever e apagar, decidi falar da minha experiência como leiga Dominicana.



Saímos de Portugal como representantes do VTS, até levávamos a camisola vestida, literalmente, no primeiro dia. Mas foi na celebração dos 800 anos da Ordem dos Pregadores, na Basílica Dominicana de Santa Trindade, onde se reuniram centenas de pessoas de todo o mundo, que me senti em casa, em família, mesmo longe de Portugal. Foi impressionante ver tantos jovens, e menos jovens a participar na celebração, a Basílica estava lotada. Foi uma celebração grandiosa, apesar de ser em polaco. Tivemos a oportunidade de ver e ouvir o Mestre Geral, que era uma coisa que pretendíamos, afinal não é todos os dias que se tem a oportunidade de “estar” com o Mestre Geral (só faltou mesmo a selfie). Infelizmente, não conseguimos ficar para as restantes actividades, que se estendiam durante a noite toda, pois o cansaço já era algum, mas aquele bocadinho já valeu muito a pena. 



Nos restantes dias foi bom ver como existiam tantos Dominicanos pela Polónia. Dominicanos dos “quatro cantos” do mundo. Sempre que conseguíamos identificar algum fazíamos uma “festa” e era um orgulho dizer que também éramos Dominicanos. 


As JMJ foram sem dúvida uma experiência sensacional, para além das aprendizagens, partilhas e muitas outras coisas ficaram a vontade de voltar à Polónia e de participar nas próximas JMJ (próximas em 2019 ou próximas na Europa xD).