Voluntariado Teresa de Saldanha

Grupo Nacional do Voluntariado Teresa de Saldanha, ligado à Ordem das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena.

18 dezembro, 2019

Entre tantos - Emanuel

Muitos já me conhecerão, mas para quem me está a ler pela primeira vez: Olá, muito prazer, sou a Ana Emanuel Nunes
A minha história começou há 28 anos quando dois enamorados que trocavam cartas e namoravam a três disseram o seu “sim” e quiseram ser rosto do amor de Deus na vida um do outro na reciprocidade total. Fruto deste amor, um a um vieram a este mundo três bonitos rebentos que ficaram gravados desde início com o nome mais bonito: Emanuel. Sim, os meus pais levaram à letra “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho; e hão-de chamá-lo Emanuel”. O David Emanuel, a Sara Emanuel e a Ana Emanuel cresceram juntos, no meio de zangas e cumplicidades, em casa, nos escuteiros, na escola e no conservatório de música, unidos por este nome para sempre.


Na escola, naturalmente sempre fui a Ana Emanuel, pois no meio das Anas Carolinas, das Anas Ritas e das Anas Sofias as professoras tinham que me distinguir. Por outro lado, nos escuteiros e no conservatório, sempre fui a Ana Nunes, a mais nova dos irmãos Nunes. Confesso que não ter o mesmo nome em todo lado era algo que me metia alguma confusão, fazia-me quase sentir que era duas pessoas, uma coisa num lado, outra no outro. No 9º ano, tive umas colegas que me obrigaram a aderir ao Facebook, não era mais possível que continuasse desconetada do mundo. Criaram tudo, foto, password e quando chegou ao nome surgiu o dilema: Ana Emanuel ou Ana Nunes? Bastava disto, se tinha poder sobre alguma coisa que fosse em finalmente poder juntar e ser a Ana Emanuel Nunes. 
Com a vinda para a universidade de Aveiro, uma cidade diferente daquela onde os meus irmãos já seguiam os seus estudos universitários, sinto que o meu caminho levou uma reviravolta. Tinha sido um trinta e um decidir-me pois tinha duas hipóteses a jogo mas tive que confiar e Estar onde manda o coração. Aveiro! Uma bela oportunidade para ser só eu, a Ana Emanuel Nunes, não a irmã que foi seguindo naturalmente as pisadas dos irmãos pois faziam sentido para si também. A Ana Emanuel Nunes cheia de sonhos, ousada para trilhar o seu próprio caminho, a Ana Emanuel Nunes clarinetista cheia de vontade de se aprimorar e de ter oportunidades de se apresentar em público, que queria era tocar e aproveitar esta nova fase de independência, de liberdade. Queria urgentemente Meter mãos à obra! 

E o meu caminho levou uma reviravolta ainda maior quando participei no retiro do Centro Universitário Fé e Cultura e a partir daí quis assumir o ser cristã e ser Igreja, o compromisso do meu Crisma, quis fazê-lo na Universidade, aceitando os desafios que me foram propostos, aceitando dar a cara e a vida por Jesus que me orientava cada vez mais. No fundo, Aceitar ser amada e saber-me capaz do infinito. 


Depois de integrar o Voluntariado Teresa de Saldanha e de experiências de missão, não consegui ficar indiferente ao meu sorriso, que via tão rasgado, tão sincero, tão aberto ao mundo e à surpresa perante o poder estar para os outros. Mais, sabia que poder sorrir assim era uma graça que valia a pena tentar viver em todas as dimensões da minha vida, sabia que era necessário Nascer diariamente para a alegria, aprendendo a pôr-me ao serviço e estar mais com os outros. Não a alegria eufórica, não a alegria do sorriso 100% desenhado, mas a alegria da presença discreta que (nos) abraça. Poder partir para junto dos meus meninos timorenses ou para os meus idosos bastante dependentes com quem realizei o meu projeto de mestrado, poder partir para os meus alunos dos 0 aos 24, poder partir para a minha família (que tantas vezes é o mais difícil…) e saber-me viva. 
Unir os dons recebidos, poder olhar-me com os olhos de Deus exigiu uma redefinição do meu projeto de vida que passava agora pela educação e pela música na comunidade. E que poderá continuar a passar por muitas mais coisas desde que me disponha a ser barro frágil nas mãos do Oleiro. O meu percurso académico acabou, o profissional começou a todo o gás e unir os dons recebidos significa pôr a render tudo o que foi experiências e aprendizagens, levada pelo Espírito Santo, com confiança, criatividade e caridade. Significa saber-me forte na aliança de todos estes dons e saber-me confiante na presença do Senhor para ultrapassar todas as barreiras que vierem a aparecer.

Aveiro, o epicentro de todas as minhas vivências dos últimos 5 anos, que emanaram as suas ondas até ao outro lado do mundo, literalmente, foi um Encontrar partes de mim que o Deus-Amor ia revelando aos poucos, no meu próprio tempo. Vivi este período de descoberta pessoal com as pessoas fantásticas junto a quem o Deus-Amor me quis ver crescer. Foi encontrar todas estas partes, em relação, e sentir-me Ana, Emanuel, Nunes em pleno e saber-me portadora de um nome com uma mensagem poderosíssima que traz responsabilidade mas também muita liberdade.
Ana Emanuel Nunes ou, por outras palavras, a graciosa Deus connosco filha do Nuno. Ou, como quem diz, ter raízes numa família que é o mais belo ninho de amor que me dá asas para voar. Ou como quem diz, pedir a graça da fidelidade ao Evangelho, mesmo naquilo que é mais pequeno, para ser realmente testemunho coerente deste Deus que se fez homem por nós e que continua vivo porque nos quer habitar e fazer brotar do nosso coração a felicidade autêntica. 
Resta-me pedir-lhe que continue a quer tomar o pouco que tenho, o nada que sou e, com a Sua graça, o transforme no muito que Ele tem, no tudo que Ele é. Resta-me Levá-Lo para onde quer que vá. É tudo o que Ele me pede. É tudo o que Ele nos pede. Que sejamos EMANUEL.


Oração
Hoje te peço, Senhor, a graça de poder:
Estar onde manda o coração
Meter mãos à obra
Aceitar ser amada
Nascer diariamente para a alegria
Unir os dons recebidos
Encontrar partes de mim
Levar-Te para onde quer que vá!
Sei que em Ti, tudo posso.
Que contigo em mim, possa ser verdadeiro Deus-connosco e caminhe rumo à plenitude de Amor que És. 
Ámen.  

Ana Emanuel Nunes 

Temos Mãe


Em Fátima o Papa Francisco insistiu, "Temos mãe"! O povo na sua sabedoria e simplicidade, diz que
"Quem tem uma mãe tem tudo, quem não tem mãe, não tem nada..:" E realmente, definir a maternidade
seria muito extenso, refiro-me ao amor, ao colo, não ao ato biológico! E esta neceesidade de mãe, explica
a devoção mariana!
foto de Angela Silva
NOSSA SENHORA


Tenho ao cimo da escada, de maneira
Que logo, entrando, os olhos me dão nela
Uma Nossa Senhora de madeira
Arrancada a um Calvário de capela.

Põe as mãos com fervor e angústia. O manto
Cobre-lhe a testa, os ombros, cai composto;
E uma expressão de febre e espanto
Quase lhe afeia o fino rosto.

foto de Angela Silva
Mãe das Dores, seus olhos enevoados
Olham, chorosos, fixos, muito além...
E eu, ao passar, detenho os passos apressados
Peço-lhe: - “A sua bênção, Mãe!”

Sim - fazemo-nos boa companhia,
E não me assusta a sua dor: quase me apraz.
O Filho dessa Mãe nunca mais morre - Aleluia.
Só isto bastaria a me dar paz.

- “Porque choras, Mulher?” - Docemen
te a repreendo. 
Mas à minha alma, então, chega de longe a sua voz 
Que eu bem entendo:
-“Não é por Ele...”
- “Eu sei! Teus filhos somos nós.”

José Régio
in Mas Deus é grande

Fesrival das Sopas 2019 - Aveiro


O VTS (Voluntariado Teresa de Saldanha) vem mais uma vez realizar o seu Festival das Sopas, agradecemos muito aos Restaurantes que nos apoiam e a si... Contamos consigo para mais um evento espetacular...!!!

25 outubro, 2019

VTS em encontro Nacional! - 18 a 20 de Outubro de 2019


Nos passados dias 18, 19 e 20 de outubro, o VTS esteve reunido em Fátima no seu encontro nacional. Foram dias de muita riqueza e alegria. Vinda de uma semana caótica e tendo responsabilidades na preparação do encontro enquanto coordenadora, temi não ter disponibilidade para o aproveitar a nível pessoal mas a verdade é que estar em família tem o condão de nos puxar sempre para cima, a verdade é que estar em família a alimentar esta amizade com Deus foi algo que soube a mel, foi algo doce, saboreado, aproveitado a cada segundo.
Renovei omeu compromisso por 5 anos, 5 anos esses que me parecem uma eternidade... Afinal, daqui a 5 anos já terei 28 anos! O quanto tudo pode mudar...! Mas é firme a certeza de fazer sentido viver esta espiritualidade dominicana assente na oração, no estudo, no melhor conhecer para mais amar e para não ter outra missão do que me dar sem medida aos outros. E sei que o quero fazer com o VTS porque a cada encontro a comunhão vivida com pessoas aparentemente diferentes de mim - diferentes culturas, diferentes faixas etárias, diferentes áreas profissionais - me faz perceber que aqui posso crescer. Porque me confrontam com as minhas ideias feitas, as expectativas centradas em mim e me enquadram num projeto de fraternidade muito maior do que eu, onde todos e cada um desempenham um papel vital, todos e cada um com os seus dons que se complementam. Já Santa Catarina de Sena o tinha ouvido séculos atrás: Fiz-vos diferentes para que precisassem uns dos outros. É a riqueza do Espírito Santo que opera em nós o impossível e nos quer audazes a sonhar. 
E se o VTS nasceu de um sonho de jovens que queriam fazer mais, também só poderá ser esse o caminho a continuar a percorrer todos juntos: continuarmos a sonhar com novas e atuais formas, adaptadas às nossas realidades, para espalharmos o perfume das mãos que oferecem rosas, das mãos que sabem ser generosas, das mãos que se sujam para "fazer o bem sempre".

Ana Emanuel Nunes



Ps: Fotos do Alberto, VTS da Guarda

25 fevereiro, 2019

I Encontro de Amigos e Familiares VTS


A imagem pode conter: textoI Encontro de Familiares e Amigos do VTS
Fátima – 24 de Fevereiro de 2019

Cedo me levantei não para ir mais uma vez a Fátima, mas sim na esperança de sentir e confirmar o que sempre digo, de alma e de coração: “Uma vez VTS, VTS para sempre!
Chegámos a Fátima, a casa das irmãs como sempre muito bem recebidas pelas 9h30. Tinha tempo para tudo, mas rapidamente me senti uma jovem que ia pela primeira vez a um Encontro de Amigos e Família. Na verdade é o 1º Encontro, mas sentia que vinha “encher os bolsos” de algo.
Começaram a chegar da Guarda, de Aveiro, de Leiria, de Lisboa e rapidamente me senti em casa!
Após a dinâmica de apresentação orientada por Ana Emanuel, concluímos que realmente estamos unidos e somos uma grande família!

Ir. Ana Lucas iniciou o seu testemunho, que mais uma vez conseguiu surpreender e tocar nos nossos corações questionando-nos e partilhando a sua vivência, antes durante e após VTS. “Já estava destinado o meu caminho, não havia como fugir!Também nos falou do Ano Missionário e nos questionou: “Ser voluntário é ser Missionário? E ser Missionário é ser Voluntário? E ser VTS?

Ir Ana partilhou que mesmo nos momentos mais difíceis e críticos, sentia a necessidade de cumprir o seu compromisso como VTS, de ser Missionária mesmo que implicasse alguns transtornos como depois de um longo dia de trabalho viajar até Lisboa para se reunir com o grupo do VTS e regressar de madrugada. Fazia-o porque todos assumiam esse compromisso mensal e contavam com a Coordenadora! Obrigada Ir. Ana pela partilha!
Seguindo-se a Eucaristia dinamizada pelos grupos VTS Guarda, Aveiro e Lisboa. Momento alto e unido, momento nosso!
    
Passado à outra parte que também é importante alcançar na sua “perfeição” como Frei José Nunes falou na sua Homilia como ser Missionário e viver divinamente, fomos comer, beber e conviver divinamente!

Após convívio, regressámos para ouvir diversos testemunhos de Amigos, Familiares e Voluntários. Começando por um dos pioneiros da existência do VTS. João Rocha partilhou a sua experiência enquanto VTS no ativo, e após sua missão como partilha e vivência ao seu jeito o espírito de VTS. Ir. Alzira propôs um desafio em público a João, para que renascesse o grupo de Leiria. Desafio este que poderá ter “pernas para andar” Confiemos!
De seguida Carla, uma jovem da Guarda, falou do seu grupo e suas atividades e quando se questionou o que seria o VTS para ela, respondeu que “seria uma verdadeira responsabilidade ser VTS, pois temos que fazer o bem sempre com sentido de responsabilidade”. Obrigada Carla, estamos juntos!
 Do Alentejo, mas por motivos profissionais, Carla Santos mudou a sua vida para Aveiro. Na procura de algo que a confortasse por ter saído da sua zona de conforto, foi nas Irmãs Dominicanas e no fazer voluntariado com VTS que encontra uma nova forma de viver fora da sua zona de conforto, longe da família e amigos, fazendo novos Amigos e integrando numa nova Família que lhe acolheu, o VTS a Família Dominicana. Sinceramente, a história de Carla encantou-me, e pode ser vista como exemplo de quem acha que se sente perdida por estar longe! Obrigada pela tua experiencia Carla!
Segue-se um belíssimo testemunho de uma familiar de uma VTS. Paula, mãe de Ana Emanuel. Foi sem dúvida para mim o testemunho que mais me emocionou, confesso que vieram lágrimas aos meus olhos. A Paula testemunhou a sua vida como pessoa, como Cristã até sentir-se indiretamente como VTS! Com o seu testemunho revivi a minha infância, juventude, vi o meu papel presente (Esposa, Mãe e Filha) e me identifiquei também no futuro de Mãe das minhas filhas como jovens! Não tenho palavras para descrever o que senti com seu testemunho, mas foi muito forte. Excelente partilha!
Por fim, Joana e Bruno deram o seu testemunho da sua caminhada desde o início no VTS até à data. Muito bom, relembrar o início como era, as diversas transformações que o grupo de Lisboa sofreu e passou e como se sentiam no momento com o Grupo VTS de Lisboa, sendo um grupo de membros mais antigos do VTS e com famílias mais numerosas (crianças). O grande desafio que lançaram é incluir as nossas crianças no nosso lema VTS, “Fazer o bem sempre!

Ir. Alzira complementa os desafios partilhando com o sermos verdadeiramente Missionários e VTS, “porque nós somos missão!
Terminamos com a entrega do símbolo de envio de missão, Consagração a Nossa Senhora de Fátima no Santuário.
Após ida ao Santuário, aconchegamos o nosso estômago, pois de alma, espiritualidade e coração estão cheios!





Assim me senti ao regressar a casa, com a bagagem cheia de grandes partilhas que sem dúvida encheu a minha alma e coração e me fortaleceu de tal modo que continuo a sentir e afirmo:


SOU VTS! SOU MISSIONÁRIA! SOU CRISTÃ! SOU DOMINICANA! E O MEU LEMA É FAZER O BEM SEMPRE!


Espero e desejo que daqui a um ano o II Encontro se realize e seja igual ou melhor! Até lá, Beijos!
Rita Ribeiro de Castro

04 dezembro, 2018

Caminhos de Teresa... - Encontro Nacional VTS



Este Encontro Nacional teve inúmeras peripécias antes de ser realizado, e durante o decorrer do Enontro também foram alterados algumas situações de última hora! No entanto, agradeço aos presentes e aos ausentes que estiveram presentes noutro sentido, por se ter realizado este Encontro.

Isto quase que se assemelha ao início de vida de Teresa, quando queria fazer algo e encontrava obstáculos e pormenores que travavam o ritmo do seu Caminho, mas na persistência, oração e vontade de realizar seguia para a frente!

Assim como a verdadeira primeira VTS (Madre Teresa de Saldanha), nós seguimos para a frente. Aguardámos anciosamente a chegada dos nossos, vindos de Aveiro, era tarde com certeza, mas com alegria e satisfação os recebemos em nossa casa (Casa Mãe - Casa em Benfica). Apenas uns minutos para distribuição dos quartos, culminar de horários do dia seguinte e instalar as coisas na cozinha para o chá e bolachinhas de conforto para uma boa noite sono (curta mas abastecida!)

No dia seguinte, após a oração, dirigimo-nos até ao Salão Nobre da Casa, onde foi restaurado, criando um ambiente único e magnífico da época. Assim começamos magnificamente com uma bela viagem no tempo sobre quem era Madre Teresa de Saldanha por Irmã Cecília. De seguida, apresentei os Caminhos de Teresa, contando um pouco da história de Teresa, passando por esses mesmos caminhos, se quiserem saber mais, aquiriram um exemplar dos Caminhos de Teresa e sejam turistas ao jeito Dominicano como a Madre Fundadora, é um desafio! 

Após a apresentação, alteramos um pouco a nossa rota, mas fizemos com sucesso todo o percurso dos Caminhos de Teresa, e ainda com direito a um super lanche, Brunch oferecido pela Irmã Ana Maria no Convento dos Cardais, e digo que foi uma surpresa divinal e mágica!

No regresso visitámos o Museu, que mais uma vez vale sempre a pena ver, temos sempre um olhar diferente sobre Teresa!

Após visita preparamos o jantar, convivemos. Terminando o belo jantar, fomos todos até à sala da mesa redonda, juntando-se algumas Irmãs da Comunidade de Benfica e da Comunidade do Colégio de S. José, tivemos o nosso momento de Vigília e Adoração com partilha das missões de Ana Emanuel e de Liane e António. Mais um momento diferente, mas bastante rico na sua partilha de fé, esperança e amor!

De seguida, o famoso chá e bolachinhas de conforto da noite, com últimos acertos de horas para o dia seguinte!

No dia seguinte, Irmã Flávia presenteou-nos com a partilha da Santidade de S. Domingos baseando-se na Carta do Mestre Geral. No fim desta palestra, tivemos o Momento de Envio e a avaliação do Encontro.

 Daqui seguimos para a capela do Colégio de S. José, para a missa, presidida pelo Frei Bento, ao qual foram feitos os compromissos pela primeira vez, e renovação de compromissos. Também pela primeira vez foi entregue simbolicamente algo aos Mini-VTS que estavam presentes, mostrando o quão importante são na nossa Família, pois são o nosso futuro, a nossa esperança! 

Após a Eucaristia, fomos todos conviver num almoço em família, seguindo-se para a Casa de Benfica, para arrumações finais e partida para as suas casas e famílias!!!

Para mim, este Encontro foi bom, na medida que o vi com um outro olhar, como conhecer os Caminhos de Teresa caminhando como Ela!
É difícil, mas sustentando-nos na Caridade, na Humildade, na União, na Fé, na Persistência, na Perseverança, na Oração, no Amor ao próximo, conseguimos sempre Ser "Feliz mil vezes Feliz".

Foi este Encontro que me deu mais Fé, mais Força para que o que tinha de enfrentar nos dias seguintes, correriam da melhor forma certamente, Confiei, e aqui estou Caminhando, Calcorreando pelas pedras das calçadas das ruas de Lisboa, de forma deitada no bloco de cirurgia, sentada na cadeira ou deitada a repousar, que sei que tudo vai melhorar e tudo a seu tempo hei-de obter.

Por isso só me resta agradecer a todos os que participaram no Encontro Nacional das diversas formas, e lanço o desafio acima citado, adquirir um exemplar do Roteiro e venham pelos Caminhos de Teresa... descobrir Lisboa, descobrir a Fé, descobrir a Caridade, descobrir a si mesmo!!!

Rita Ribeiro de Castro
VTS - Lisboa

02 dezembro, 2018

Convite à Santidade



Vocatis sanctis
(convite à santidade)



Nos passados dias 23 a 25 de Novembro, realizou-se em Lisboa (Benfica) o XII Encontro Nacional do VTS.

Vicissitudes diversas chegaram a por em risco a realização deste Encontro contudo, com a intervenção do Espírito Santo, o mesmo chegou a realizar-se.

Ao contrário de passados Encontros, não posso dizer que saio com o coração cheio, mas apenas a mim se deve tal facto: Outros compromissos já assumidos e a atenção que uma filha adoentada carece fizeram com que a minha disponibilidade fosse diminuta para poder acolher e estar com os meus manos e as minhas manas VTS.
       
Contudo, do pouco que estive presente, sinto que mais uma vez fomos família e fizemos família! Penso que nestes dias os laços de fraternidade entre os participantes aumentaram e que levam desta experiência vontade redobrada de continuar a “fazer o bem sempre”.

Tal como Teresa de Saldanha, também todos nós temos um “roteiro” a percorrer. Difícil muitas vezes é certo, mas com muito mais serenidade e esperança ouvindo/vivendo os testemunhos que outros e outras, como Teresa de Saldanha, nos deixam para nos guiar nesta missão.
No Domingo falámos da Carta de Mestre Geral sobre o tema “A santidade de Domingos, luz para a Ordem dos Pregadores” e sendo certo que todos nós somos chamados a este caminho de santidade tenho para mim que a própria noção de “Família Dominicana” não é apenas uma maneira de expressar as convergências entre vários grupos/comunidades que têm um mesmo propósito. Ela expressa um modo de evangelização e em bom rigor de santificação dos seus membros.

Como disse o Papa Francisco na sua homilia da Santa Missa de conclusão da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos de 28 de Outubro “Não é cristão esperar que os irmãos inquietos batam às nossas portas; somos nós que devemos ir ter com eles, não lhes levando a nós mesmos, mas Jesus”.



Termino concluindo que apesar de para mim não ter sido um verdadeiro Encontro Nacional, tenho a certeza que foi um tempo de verdadeiro encontro e que juntos demos passos seguros neste nosso caminho de santidade!



André Silva
VTS - Lisboa

16 novembro, 2018

Festival das Sopas em AVEIRO!!!!


Mais um ano, mais uma edição desta noite que nos é tão especial 

Dia 17 de novembro! Contamos contigo!






150 ANOS A PENSAR NOS MAIS NECESSITADOS

150 ANOS A PENSAR NOS MAIS NECESSITADOS


Teresa de Saldanha, fundadora da congregação das Dominicanas de Santa Catarina de Sena, foi lembrada no dia 13 de novembro, em Alfama, 150 anos depois do início da sua obra em prol dos mais desfavorecidos.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, assinalou os 150 anos do trabalho pioneiro em defesa da dignidade feminina de madre Teresa de Saldanha, descerrando em Alfama uma placa comemorativa no local onde a religiosa iniciou a sua atividade. “Um dia de memória de alguém com uma visão muito grande antes do tempo, sobretudo na educação de jovens, com a preocupação de combater a exclusão e contribuir para a dignidade de todos. Este é também um momento de futuro e de pensar que podemos andar para a frente, ajudando os mais vulneráveis a encontrar o seu caminho”, afirmou.
Foi um momento de festa no bairro, onde não faltou Fado, poesia e um coro de jovens do Externato de São José e do Lar Madre Teresa de Saldanha. De seguida o edil, acompanhado pela presidente da Junta de Freguesia de São Vicente, Natalina Moura, visitou o Núcleo de Apoio Local “NAL” no Campo de Santa Clara, que conta com o apoio financeiro da autarquia e é gerido pela “Associação João 13”, antiga “Fábrica dos Botões”, que hoje presta apoio aos sem-abrigo e onde outrora Teresa de Saldanha acolhia meninas carenciadas.





Uma vida pelos pobres

Há 150 anos, no dia 13 de novembro de 1868, Teresa de Saldanha deu início à missão evangelizadora da congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, na Calçada do Cascão, n.º 5, Bairro de Alfama. Para comemorar esta data, a congregação convidou as pessoas a estarem presentes naquele local para “uma breve homenagem”, onde foi colocada uma placa que assinala a obra desta Irmã. Na antiga Fábrica dos Botões foi servido um jantar a algumas pessoas que vivem sem abrigo, apoiadas pela “Associação João 13”.
De salientar que nesta antiga fábrica Teresa de Saldanha acolhia famílias carenciadas e crianças que ali trabalhavam duramente e em situação de pobreza extrema. Segundo antigos relatos, meninas de 12, ou mesmo 20, aparentavam ter oito anos de idade devido ao estado de fraqueza em que se encontravam. Madre Teresa fundou nesse local uma escola nocturna para dar instrução a estas jovens que trabalhavam na fábrica cerca de 14 horas por dia. Hoje a ”Associação João 13”, fundada por Frei Filipe Rodrigues, também Dominicano e pároco da Igreja do Alto dos Moinhos em Benfica, acolhe naquele espaço população sem-abrigo.
Cerca de 40 utentes podem, diariamente, aí tomar banho e receber, numa sala de convívio, uma refeição quente. Nesta mesma sala irá ficar exposto um quadro com Teresa de Saldanha, em homenagem ao trabalho que desenvolveu com os mais humildes.
Maria da Conceição Mascarenhas, voluntária no NAL, trabalhou durante 40 anos como enfermeira na área da saúde pública. “Faço este trabalho por amor e porque estas pessoas precisam de ajuda. Estes projectos são muito importantes na nossa cidade”, disse.

http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/150-anos-a-pensar-nos-mais-necessitados?fbclid=IwAR2pFpkA6E8AJ5Gb4oRuCXr1GRpgwUjjDlib6ivLWxvoKKxmX-_sOKYZNVQ s://plus.google.com/+CmlisboaPtlx/posts

Vida Consagrada: Madre Teresa de Saldanha homenageada em Lisboa

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Vida Consagrada: Madre Teresa de Saldanha homenageada em Lisboa

150 anos depois, «fazer o bem sempre» é um lema atual para Dominicanas de Santa Catarina de Sena e outras associações
Lisboa, 14 nov 2018 (Ecclesia) – As Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, o Município de Lisboa e a Junta de Freguesia de São Vicente homenagearam a Madre Teresa de Saldanha nos 150 anos do início da sua missão evangelizadora e defesa da dignidade humana.
Em declarações à Agência ECCLESIA, a irmã Rita Maria Nicolau afirmou que “fazer memória é muito importante”, justificando a colocação, na tarde desta terça-feira, de uma placa de homenagem que assinala o início da obra da religiosa portuguesa na fachada do n.º 5, na Calçada do Cascão, no Bairro de Alfama.
“[Madre Teresa de Saldanha] investiu aqui, fez uma escola, trabalhou imenso neste bairro, tem todo o sentido fazermos memória desse ato fundacional que foi há 150 anos”, assinalou a superiora-geral das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena.
A religiosa contextualizou no século XIX o bairro de Alfama era “muito pobre, muito populoso, cheio de crianças, cheio de fábricas e estava perto das prisões” o que “seria ótimo” para a ação das irmãs.
Há 150 anos, no dia 13 de novembro de 1868, Teresa de Saldanha deu início à missão evangelizadora da congregação e abriu uma escola para meninas pobres, a educação era uma preocupação porque “dois terços das mulheres em Portugal não sabiam ler, nem escrever”.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa destaca a enorme preocupação desta figura católica com a educação, em particular das mulheres, das jovens, das crianças, que, “desde muito cedo, viu condenadas a uma vida de trabalho excessivo, miséria, privação”.
“[Teresa de Saldanha] teve essa visão de ver na educação um elemento de cidadania, um elemento de saída da pobreza, ou evitar a pobreza, uma capacidade de construir cidadãos com mais recursos, com mais armas. O século XIX em Portugal, o início do século XX foram tempos muito difíceis no nosso país”, desenvolveu Fernando Medina, em declarações aos jornalistas.
Madre Teresa de Saldanha (1837-1916) foi a primeira mulher a fundar uma congregação em Portugal, após a extinção das ordens religiosas; hoje, as religiosas estão também em Angola, Albânia, Brasil, Moçambique, Paraguai e Timor-Leste, onde continuam o programa de “trabalhar na educação e promoção das crianças, sobretudo das mais pobres”.
A irmã Rita Maria Nicolau comenta que as vocações “não são tantas como há uns anos”, mas têm também “um ramo de voluntários e amigos de Teresa de Saldanha” que “continuam espalhados pelo mundo a fazer o bem”.
Voluntária há 12 anos, Maria Olímpia Castro assinala à Agência ECCLESIA, que se deve, cada vez mais, “pensar nos outros” que é “dedicar um pouco do seu tempo em prol dos outros, daqueles que necessitam, que precisam de uma ajuda”.
Fado, poesia e música com jovens do Externato de São José e do Lar Madre Teresa de Saldanha marcaram a sessão de homenagem antes da visita ao Núcleo de Apoio Local (NAL) que é gerido pela ‘Associação João 13’ que acolhe pessoas em condições de sem-abrigo.
O NAL, na mesma rua em Alfama, fica nas instalações de uma antiga Fábrica dos Botões onde Teresa de Saldanha ajudou raparigas dos doze aos 20 anos que trabalhavam 14 horas por dia que ali trabalhavam, não tinham estudos e vivam em situação de pobreza.
“São das boas coincidências ou das felizes coincidências. 150 anos depois aparecemos aqui a ajudar as pessoas sem-abrigo desta zona de Santa Apolónia. Foi uma bonita união continuarem os dominicanos a fazer o bem como a madre Teresa de Saldanha aqui fazia”, disse frei Filipe Rodrigues, fundador da ‘Associação João 13’.
A associação de solidariedade acolhe as pessoas em situação de “sem-abrigo e carenciadas” e “proporcionar o calor que teriam numa casa”, mas, “por circunstâncias da vida, não o têm na rua”.
Cerca de 40 utentes têm diariamente um “bom acolhimento”, roupa lavada, acesso a banhos, “jantar e pequeno-almoço”, de 120 voluntários.
“É uma ajuda prática dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede e vestir os nus, como Jesus nos ensina”, acrescentou o dominicano, realçando que querem “um envolvimento mais técnico” porque o objetivo é tirar as pessoas da rua.
Depois de visitar as instalações, conhecer voluntários e algumas pessoas ajudadas, Fernando Medina destacou o “papel notável” da ‘Associação João 13’ “em apoiar os seus semelhantes, aqueles que vivem numa situação de maior privação”, realçando, “sem dúvida”, a atenção aos mais excluídos como o faz o Papa Francisco.
Frei Filipe Rodrigues refere que é um serviço “muito na linha do Papa Francisco, e destaca ainda a “bonita coincidência” de terem nascido há quatro anos, “uma ou duas semanas antes do Papa ter posto os balneários no Vaticano”.
CB/OC

Lisboa: Presidente do município realça «capacidade de reconciliação e de união» do Papa Francisco pela dignidade humana

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa afirmou que o Papa Francisco tem sido alguém “com capacidade única de reconciliação e de união”, de crentes e não crentes, “em torno da dignidade da pessoa humana”.
“Certamente, o maior líder político e moral que o mundo tem neste momento e capaz de unir e ser referência para os crentes e também para aqueles que não são crentes”, disse Fernando Medina.
Para o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, há algo que “une” no Papa Francisco que é a “convicção” que transmite em se cuidar “da dignidade da pessoa humana”, no que isso “significa de concreto e de prático”.
Neste contexto, realçou que o Papa o “tem sido uma voz importantíssima” e destacou a sua batalha pela dignidade humana, “de combate às formas extremas de exclusão, de combate às políticas de exclusão e desvalorização” da pessoa humana.
“O Papa Francisco tem sido voz e referência que, a todos os títulos, quero sublinhar; não me tenho cansado de o referir como exemplo, num Estado laico”, explicou.


03 outubro, 2018

O mês das conchas

“O amor nunca descansa” Teresa de Saldanha
Parti para Timor com a certeza de que partia para Ti(, a)mor, com a certeza de que Deus era realmente este (a)mar maior que me impelia a ir mais longe, que me desafiava a simplesmente confiar e deixar-me levar, flutuar nas suas águas, só eu e Ele, naquele sentimento de leveza e pertença, só Ele e eu. Não poder controlar o que me esperava, o que ia fazer, o que me seria pedido era um quanto ou tudo assustador mas sabia-O comigo, sabia que Ele sempre me sorriria, sabia que Ele sempre me daria a mão, sabia que neste amor poderia entregar tudo aquilo que sou.
E, de facto, encontrei-me. Talvez por ter tempo para caminhar descontraidamente pelo areal, sem pressas e mil e uma preocupações que me fazem desdobrar em mil e uma Anas Emanuel. Caminhar descontraidamente, com aquele olhar atento de criança que quer juntar no seu balde todas as conchas maravilhosas que o mar deixa à superfície para serem contempladas. Estas conchas que habitam as suas profundezas, a sua infinitude e nos revelam a sublime beleza que Ele é. Às vezes, o desafio maior é não querer encontrar aquela concha extraordinária, que nunca aparece e nos faz voltar para casa desanimados de balde vazio, mas encontrar o fascínio pela brancura de mais uma simples concha branca ou encontrar a peculiaridade da forma de mais uma simples pedra. Olhar tudo com gratidão, olhar tudo como dom e voltarmos para casa radiantes, ricos, confortados, de balde cheio. Sobretudo, não perdermos nunca o querer agarrar aquela concha, guardá-la zelosamente e expô-la em nossa casa, para que todos a possam admirar.
Em Timor, cada atividade preparada, cada brincadeira partilhada, cada carinho trocado, cada pessoa com quem me cruzei foram conchas que tentei agarrar, mesmo cansada, desanimada ou com saudades de tantas caras queridas, que procurei guardar na memória e no coração zelosamente e que procurarei expor, para que todos possam admirar, no testemunho que posso deixar, nas convicções que saíram reforçadas, no meu modo de estar no mundo. A cada baque do coração quando confrontada com tais mistérios, uma lufada de ar fresco que revitaliza.
Por isso, agora que esta missão em Timor terminou, as palavras que me dirigiram num postal, aquando da minha partida, ganham todo o sentido:
Querida Ana Emanuel, que partas com o coração aberto as surpresas de um Deus que te ama.
Sim, regresso com um coração aberto mas sobretudo aumentado por estas surpresas. Sim, regresso com mais sinais deste amor, sobretudo mais atenta, para que possa continuar a caminhar com ele como meta, para que possa aprender a amar cada vez mais. Sim, regresso totalmente apaixonada e espero continuar a viver Nele um amor que a cada dia amadureça, que perante as adversidades, obstáculos, silêncios, tudo possa desculpar, crer, esperar, suportar e jamais, jamais passar.
Que partas com a alegria de poderes servir e transmitir a beleza da arte musical.
Sim, regresso realmente com a alegria da música ter sido a escolha certa. Sim, regresso mais do que motivada a servir, sempre, através desta arte que é capaz de surpreender tantos talentos escondidos, desvendando-lhes esses mesmos talentos que não sabiam ter. Que lhes dá objetivos a cumprir, individualmente e em conjunto, para resultar em momentos de festa a cantar, tocar, improvisar, criar, celebrar! Que consegue tocar corações reprimidos e une tantos em volta de um só propósito. Sim, regresso com muitas missões musicais às quais me dedicar, que requererão de mim igual sentido de serviço, entrega e amor. Timor será sempre um local pleno de mística onde quererei voltar a redobrar fulgor. Aqui, a música foi verdadeiramente em pleno. A ti, música, toda a gratidão!
Que partas feliz, serena e em paz com a confiança de que fazer o Bem sempre é fonte de vida abundante.
Sim, regresso plenamente feliz, serena e em paz. Fazer o Bem sempre é tornar presente Deus no dia-a-dia, Ele que é o maior bem. Afinal, "Deus não está atravessado no caminho, mas os nossos próximos estão e quando eu der um passo de amor na sua direção, Deus estará presente nesse amor entre nós". Ser VTS é isto, tornar este lema da nossa querida Teresa de Saldanha vivo e atual. Ser VTS é ousar seguir o seu exemplo de firmeza a um projeto de vida e confiança de que, com Ele, nada é impossível. Porque o contrário de eu não é o tu, mas sim o nós, dizia um sacerdote, certo dia, a um jovem Papa Francisco... E os sonhos do nós, esses sim, mudam o mundo. Os sonhos do nós, esses sim, são fonte de vida abundante.
Um abraço amigo!
Em Timor, pedi um abraço a um menino e foi preciso explicar tudo passo a passo. Literalmente. "Aproximas-te, metes os teus braços à minha volta, apertas". Aproximámo-nos, metemos os nossos braços à volta um do outro, apertámos... Abraçámo-nos o tempo certo para sorrirmos ternamente de seguida, ele se despedir de mim com um "I love you", eu lhe acenar com um olhar maternal, enquanto o via afastar-se estrada fora... Sim, a Ana Emanuel, como todos os que a conhecem sabem mais que bem, é aquela que defende que os abraços sinceros dão bem mais luz à nossa vida. Aqui, mais do que nunca, dei abraços a torto e a direito. Espero realmente ter sido abraço, ter sido aquele búzio que, em criança, colocava no ouvido para poder ouvir o mar, perplexa, na minha ingenuidade, com o facto de um pequeno búzio poder guardar em si o som dessa imensidão. Que o que lhes proporcionei, o que lhes dei possa ser mais uma pista na descoberta da grandeza daquilo que são. Que, tal como eu, quando cresci, descubram que, afinal, o pequeno búzio não tem o mar, só ajuda a ouvir o mar que vive cá dentro de nós: Deus que nos ama, Deus que é o (a)mar maior.
Temos em nós um pedacinho de Deus, temos rumos certos no coração. Despertemos o sonho, temos em nós os céus, libertemos a vida da palma da mão. Façamos desses rumos os caminhos nossos (porque) de Jesus recebemos... esta missão.
Ana Emanuel Nunes