23 fevereiro, 2016

Ser VTS - Testemunho de Ana...



















VTS, os manos do coração…

Poderia dizer que encontrei o VTS por coincidência, mas sei bem que foi Deus que proporcionou este encontro. Já há muito que desejava fazer parte de um grupo assim, onde pudesse crescer espiritualmente e na minha relação com os outros. O VTS entrou na minha vida pelo testemunho da Irmã Teresinha que esteve na paróquia e apresentou o seu testemunho, a congregação e este grupo de leigos.
Logo no primeiro encontro em que participei, encontro do VTS Lisboa, fiquei surpreendia pela forma como receberam os novos membros, de braços abertos, cheios de sorrisos e disponibilidade para partilhar as suas experiências e nos acolher da melhor forma.
Mais do que um grupo, senti que eram uma verdadeira família, confesso que não esperava que fosse assim tão bom J.
Sei que ainda sou um membro “bebé” e infelizmente não tenho tido disponibilidade para colaborar em todas as atividades do grupo, mas sempre que estou sinto-me abençoada por poder partilhar o meu tempo com pessoas que vivem ideais baseados no amor.
Ao inicio tinha um certo receio em relação às atividades com as meninas no lar, sinceramente, foi muito difícil olhar para cada uma delas e não pensar no motivo que faria com que estivessem ali e não numa família “tradicional”. Mas isso logo passou (ou tornou-se esporádico) porque elas transmitem felicidade, como qualquer criança. Têm as suas carências, como todos nós temos, mas cada uma transmite felicidade, paz, amor, à sua maneira e aprende-se tanto com aquelas crianças que até entre elas, eu por vezes, sinto-me uma bebé.
Para vocês que me acolheram de coração aberto, sei que ainda sou uma mana mais nova, porque ainda há muito para aprender sobre a congregação e Teresa de Saldanha. Sei que são muitas as vezes que não consigo estar presente, mas tal como Deus proporcionou este encontro no momento que achou que seria certo para mim, acredito que quando menos esperar terei uma maior disponibilidade para colaborar mais convosco e crescer ao vosso lado.

Obrigada a todos, pelo carinho que transmitem num simples olhar J

Ana Cristina Santos
Comunidade de Lisboa

VTS Pinheiro da Bemposta em retiro na Praia de Mira


Retiro do Pinheiro da Bem-Posta.

Praia de Mira – dias 6 e 7.

Nos passados dias 6 e 7 realizou-se o primeiro retiro dedicado à Comunidade VTS do Pinheiro da Bemposta. Este realizou-se em Praia de Mira, em casa pertencente à congregação das irmãs. Neste retiro participaram os elementos da comunidade, a Irmã Flávia como orientadora espiritual, Liane Pinho, Andreia Silva, Francisca Aires, José Pedro e, como nos mostramos recetivos ao acolhimento de mais elementos do VTS, ainda tivemos a presença do Daniel Graça de Aveiro.
À chegada fomos recebidos pela irmã Flávia e iniciamos em seguida uma reunião onde nos debruçamos sobre as atividades em grupo e podemos conhecer o programa do retiro feito pela irmã. Iniciamos uma oração onde podemos ouvir a leitura do Evangelho do dia antes de irmos à celebração da eucaristia na Igreja da Praia de Mira, o que nos permitiu absorver melhor as palavras do evangelho, refletirmos e meditarmos e assim deixarmos que tais palavras nos transformem.
Na vinda para casa ficamos a conhecer a Igreja da Praia de Mira, e ainda melhor a pequena freguesia da Praia de Mira. Depois do jantar preparado o grupo viu o filme «O Evangelho segundo João».
Pela manhã do dia seguinte, depois do pequeno-almoço, fizemos uma oração. Em seguida demos início à caminhada chamada «subir à montanha da felicidade» na qual, sob a orientação da irmã, que nos preparou alguns textos, podemos estar em silêncio durante grande parte do seu percurso enquanto os podíamos ler através de uma folha de papel azul que parecia mais um sinal da sincronia entre o seu conteúdo, o mar e o céu. Nestes textos podemos ler sobre algo muito importante, algo ao qual todos querem alcançar; o viver em plenitude que se manifesta pela felicidade do homem. A busca da felicidade é um tema particularmente interessante dos jovens. Óbvio seria pensar que iríamos ler sobre o que nos faria feliz, mas, ao invés, a partir do que podemos ler, houve uma reversão daquilo que com as quais nós pensaríamos que nos fizessem felizes mas que na realidade não nos fariam. Tal texto fez-nos questionar e procurar onde estaria a verdadeira felicidade para cada um de nós. No texto seguinte, que nos falou de Zaqueu e Jesus, tentamos perceber o que significaria a felicidade para eles depois de Zaqueu (cobrador de impostos) doar metade dos seus bens ao pobres e quatro vezes mais a quem extorquiu, quando se encontrou com Jesus. 
O percurso a pé estendeu-se desde a Praia de Mira até toda a extensão da lagoa inclusive o retorno a casa. Durante uma breve paragem cada elemento pôde falar sobre o tema. Já próximos de casa, paramos na zona da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia de Mira onde cada um pôde falar sobre o retiro, os aspetos negativos e positivos.
O retiro serviu como ponto de encontro entre os elementos que irão participar nas próximas Jornadas Mundiais da Juventude a realizar em Cracóvia. Desta forma podemos fortalecer os laços entre os elementos desta comunidade ao mesmo tempo que prepararmo-nos para as Jornadas Mundiais da Juventude enquanto grupo.
  

 Este retiro que foi especial, fica marcado pela consonância entre o local em frente ao mar onde ficamos alojados e a leitura do dia do evangelho que nos falou de Jesus e do milagre que realizou com Pedro no mar.
Perante a imensidão do mar, que nos fazia questionar, tentamos percebermos quais as coisas que nos farão felizes. O mar funcionou como alavanca. Um local ao mesmo tempo tão inóspito para a sobrevivência do homem, aterrador e belo ao mesmo tempo pela sua implacabilidade que me fez lembrar Deus.


José Pedro
Comunidade Pinheiro

Retiro VTS - Comunidade do Pinheiro


Nos passados dias 6 e 7 de Fevereiro, enquanto a maioria do país colocava as máscaras para ir para a rua festejar o carnaval, a comunidade do VTS Pinheiro decidiu deixar todas as máscaras em casa e retirar-se para a Praia de Mira.
O retiro, que teve como tema “Criar laços” permitiu que cada um deixasse cair a “máscara”, que tantas vezes usamos no dia a dia, para perceber quem somos e o que nos faz feliz.
Quando entendemos o que realmente se passa dentro de nós e nos aceitamos tal como somos, sem “máscaras”, torna-se mais fácil criar laços, não só com os outros que estão à nossa volta mas também com Deus.
Durante o retiro somos aprofundado o que é a felicidade, com o apoio de um texto de Matthieu Ricard, onde nos apresenta 10 coisas que nós acreditamos que nos farão felizes, mas na verdade não farão. Foi um texto que deu muito que pensar, e para perceber que, por vezes, temos um conceito de felicidade um bocado deturpado.
Apesar de o retiro ter sido pouco tempo, foi muito bom partilhar e criar laços com os restantes elementos e com Deus, que durante o fim-de-semana nos dizia “Segui-Me e farei de vós pescadores de Homens”.


Andreia Silva
Comunidade do Pinheiro