03 outubro, 2018

O mês das conchas

“O amor nunca descansa” Teresa de Saldanha
Parti para Timor com a certeza de que partia para Ti(, a)mor, com a certeza de que Deus era realmente este (a)mar maior que me impelia a ir mais longe, que me desafiava a simplesmente confiar e deixar-me levar, flutuar nas suas águas, só eu e Ele, naquele sentimento de leveza e pertença, só Ele e eu. Não poder controlar o que me esperava, o que ia fazer, o que me seria pedido era um quanto ou tudo assustador mas sabia-O comigo, sabia que Ele sempre me sorriria, sabia que Ele sempre me daria a mão, sabia que neste amor poderia entregar tudo aquilo que sou.
E, de facto, encontrei-me. Talvez por ter tempo para caminhar descontraidamente pelo areal, sem pressas e mil e uma preocupações que me fazem desdobrar em mil e uma Anas Emanuel. Caminhar descontraidamente, com aquele olhar atento de criança que quer juntar no seu balde todas as conchas maravilhosas que o mar deixa à superfície para serem contempladas. Estas conchas que habitam as suas profundezas, a sua infinitude e nos revelam a sublime beleza que Ele é. Às vezes, o desafio maior é não querer encontrar aquela concha extraordinária, que nunca aparece e nos faz voltar para casa desanimados de balde vazio, mas encontrar o fascínio pela brancura de mais uma simples concha branca ou encontrar a peculiaridade da forma de mais uma simples pedra. Olhar tudo com gratidão, olhar tudo como dom e voltarmos para casa radiantes, ricos, confortados, de balde cheio. Sobretudo, não perdermos nunca o querer agarrar aquela concha, guardá-la zelosamente e expô-la em nossa casa, para que todos a possam admirar.
Em Timor, cada atividade preparada, cada brincadeira partilhada, cada carinho trocado, cada pessoa com quem me cruzei foram conchas que tentei agarrar, mesmo cansada, desanimada ou com saudades de tantas caras queridas, que procurei guardar na memória e no coração zelosamente e que procurarei expor, para que todos possam admirar, no testemunho que posso deixar, nas convicções que saíram reforçadas, no meu modo de estar no mundo. A cada baque do coração quando confrontada com tais mistérios, uma lufada de ar fresco que revitaliza.
Por isso, agora que esta missão em Timor terminou, as palavras que me dirigiram num postal, aquando da minha partida, ganham todo o sentido:
Querida Ana Emanuel, que partas com o coração aberto as surpresas de um Deus que te ama.
Sim, regresso com um coração aberto mas sobretudo aumentado por estas surpresas. Sim, regresso com mais sinais deste amor, sobretudo mais atenta, para que possa continuar a caminhar com ele como meta, para que possa aprender a amar cada vez mais. Sim, regresso totalmente apaixonada e espero continuar a viver Nele um amor que a cada dia amadureça, que perante as adversidades, obstáculos, silêncios, tudo possa desculpar, crer, esperar, suportar e jamais, jamais passar.
Que partas com a alegria de poderes servir e transmitir a beleza da arte musical.
Sim, regresso realmente com a alegria da música ter sido a escolha certa. Sim, regresso mais do que motivada a servir, sempre, através desta arte que é capaz de surpreender tantos talentos escondidos, desvendando-lhes esses mesmos talentos que não sabiam ter. Que lhes dá objetivos a cumprir, individualmente e em conjunto, para resultar em momentos de festa a cantar, tocar, improvisar, criar, celebrar! Que consegue tocar corações reprimidos e une tantos em volta de um só propósito. Sim, regresso com muitas missões musicais às quais me dedicar, que requererão de mim igual sentido de serviço, entrega e amor. Timor será sempre um local pleno de mística onde quererei voltar a redobrar fulgor. Aqui, a música foi verdadeiramente em pleno. A ti, música, toda a gratidão!
Que partas feliz, serena e em paz com a confiança de que fazer o Bem sempre é fonte de vida abundante.
Sim, regresso plenamente feliz, serena e em paz. Fazer o Bem sempre é tornar presente Deus no dia-a-dia, Ele que é o maior bem. Afinal, "Deus não está atravessado no caminho, mas os nossos próximos estão e quando eu der um passo de amor na sua direção, Deus estará presente nesse amor entre nós". Ser VTS é isto, tornar este lema da nossa querida Teresa de Saldanha vivo e atual. Ser VTS é ousar seguir o seu exemplo de firmeza a um projeto de vida e confiança de que, com Ele, nada é impossível. Porque o contrário de eu não é o tu, mas sim o nós, dizia um sacerdote, certo dia, a um jovem Papa Francisco... E os sonhos do nós, esses sim, mudam o mundo. Os sonhos do nós, esses sim, são fonte de vida abundante.
Um abraço amigo!
Em Timor, pedi um abraço a um menino e foi preciso explicar tudo passo a passo. Literalmente. "Aproximas-te, metes os teus braços à minha volta, apertas". Aproximámo-nos, metemos os nossos braços à volta um do outro, apertámos... Abraçámo-nos o tempo certo para sorrirmos ternamente de seguida, ele se despedir de mim com um "I love you", eu lhe acenar com um olhar maternal, enquanto o via afastar-se estrada fora... Sim, a Ana Emanuel, como todos os que a conhecem sabem mais que bem, é aquela que defende que os abraços sinceros dão bem mais luz à nossa vida. Aqui, mais do que nunca, dei abraços a torto e a direito. Espero realmente ter sido abraço, ter sido aquele búzio que, em criança, colocava no ouvido para poder ouvir o mar, perplexa, na minha ingenuidade, com o facto de um pequeno búzio poder guardar em si o som dessa imensidão. Que o que lhes proporcionei, o que lhes dei possa ser mais uma pista na descoberta da grandeza daquilo que são. Que, tal como eu, quando cresci, descubram que, afinal, o pequeno búzio não tem o mar, só ajuda a ouvir o mar que vive cá dentro de nós: Deus que nos ama, Deus que é o (a)mar maior.
Temos em nós um pedacinho de Deus, temos rumos certos no coração. Despertemos o sonho, temos em nós os céus, libertemos a vida da palma da mão. Façamos desses rumos os caminhos nossos (porque) de Jesus recebemos... esta missão.
Ana Emanuel Nunes

01 outubro, 2018

63ª Peregrinação do Rosário em Fátima



«Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus» (Lc 1, 30)

"À jovem Maria foi confiada uma tarefa importante, precisamente porque era jovem. Vós, jovens, tendes força, atravessais uma fase da vida em que certamente não faltam as energias. Usai essa força e essas energias para melhorar o mundo, começando pelas realidades mais próximas de vós. Desejo que, na Igreja, vos sejam confiadas responsabilidades importantes, que se tenha a coragem de vos deixar espaço; e vós, preparai-vos para assumir estas responsabilidades.
Convido-vos ainda a contemplar o amor de Maria: um amor solícito, dinâmico, concreto. Um amor cheio de audácia e todo projectado para o dom de Si mesma. Uma Igreja impregnada por estas qualidades marianas será sempre uma Igreja em saída, que ultrapassa os seus limites e confins para fazer transbordar a graça recebida. Se nos deixarmos contagiar pelo exemplo de Maria, viveremos concretamente aquela caridade que nos impele a amar a Deus acima de tudo e de nós mesmos, a amar as pessoas com quem partilhamos a vida diária. E amaremos inclusive quem nos poderia parecer, por si mesmo, pouco amável. É um amor que se torna serviço e dedicação, sobretudo pelos mais fracos e os mais pobres, que transforma os nossos rostos e nos enche de alegria."



MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A XXXIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

25 setembro, 2018

Sobre Taizé…

  

A proposta era uma semana de reflexão para jovens dos 18 aos 35 anos, parecia perfeito, não fosse a viagem e a alimentação. Isto nunca me faz por em causa a minha participação. E curiosamente, com o aproximar da data de partida os receios foram se dissipando.

Fiz as malas, carreguei todos os problemas que me preocupavam, abri o coração, e parti.
A viagem é longa o suficiente para pensarmos ao que vamos e para que vamos…
Chegar a Taizé, pelo menos para mim que era a primeira vez, é um alívio da saída do autocarro e a curiosidade de ver tudo o que nos rodeia.
No dia da chegada, no final da oração da noite, resolvi passar para o papel o que sentia, escrevendo:

Tímida, é como me sinto…
Tímida como uma criança que chega pela primeira vez a um espaço, mas não é essa timidez que me vai deter. Como falava o Pe. Rui na missa de envio, quero ser como uma criança disposta a experimentar.
Aqui estou Senhor, diante de ti, pronta para de ouvir e disposta a falar.

Hoje quando cheguei a esta igreja, fechei os olhos, ouvi os pássaros e a briza lá fora, logo percebi o porquê de estar aqui.
Senti-me a caminhar para ti, pronta para despir todas as minhas capas e encontrar-me Contigo.

Logo percebi que se quisesse realmente absorver o que Taizé tinha para me dar teria de despir todas as capas que carrego comigo, retirar as máscaras e colocar-me diante d’Ele. Isto só começou a tornar-se possível ao segundo dia, em que logo na oração da manhã senti que já estava a olha-Lo frente, sem medos, sem vergonha e preparada para sentir o Seu amor.
E assim foram estes dias na comunidade, sem medo de falar, de observar, de abraçar, sem medo do silêncio que por vezes foi perturbador, sem medo de todos os dias começar de novo.

Com a comunidade aprendemos o verdadeiro significado da palavra acolhimento, leva-nos a pensar na forma como acolhemos o outro na nossa casa, na nossa vida e na forma como nos comportamos com as pessoas com que nos cruzamos no dia-a-dia. Ali naquela pequena aldeia, tanta gente tão diferente, leva-me a crer que foi nisto que Deus pensou quando criou o Homem. Esta visão envergonhou-me, principalmente quando me questionei da forma como recebo Cristo na minha vida, eu que ando sempre cheia de pressa para tudo, talvez muitas vezes não me aperceba de como Ele me abordou através do outro.

Em Taizé houve tempo para pensar, tempo para discernir, e os problemas que carreguei antes de partir, quando me sentei para os rever, curiosamente, tive alguma dificuldade para me lembrar deles.
Porquê? Porque diante de tudo aquilo, e diante de Deus, os meus problemas tornaram-se apenas situações a resolver.

Com o passar dos dias questionava-me de como seria regressar a casa, e ao 6º dia durante a oração do meio dia, no momento de silêncio, escrevi:
Quando a poeira entra para os nossos olhos, temos de lavar o rosto para voltarmos a enxergar melhor. Sinto que esta vinda a Taizé servirá para “limpar” o meu coração e a minha mente da poeira do dia-a-dia. Permitindo-me olhar o mundo com outros olhos e com mais amor.

Com isto confesso que o medo de regressar à rotina existe, e a questão que se coloca é… E agora? Não voltarei a Taizé nos próximos tempos, que “água” utilizarei para lavar os meus olhos?
A resposta está no que ontem o irmão David partilhava connosco no encontro por países…
Aquilo que vivemos em Taizé, não é Taizé, é Cristo, e Ele está e vai connosco.
Regressei a casa com a certeza de que Taizé possibilitou um reencontro e que haverá sempre um sentimento de paz quando recordar estes dias possibilitando que esta chama continue acesa.

Termino com uma frase de Santa Catarina de Sena, partilhada no guião que acompanhou o meu grupo durante a viagem:
"Jovens, se fores aquilo que Deus quer, pegareis fogo ao mundo"

Um abraço,
Ana Cristina

26 junho, 2018

VTS em AVEIRO - O ENVIO




Nós fomos enviados, para quem crê e até para os descrentes, há sempre uma força que nos impele a ir, que nos faz escolher determinado caminho e seguir… Essa força que nos envia e à qual eu chamo Deus, o companheiro de todas as horas, impele-nos a partir, mas o roteiro não é claro, há muitos caminhos por onde seguir, as escolhas são variadas e nem sempre acertamos.
O segredo?! Bem, dizem que é estar atento aos sinais, escutar no silêncio o chamamento e deixar que essa voz interior que insiste, persiste e não desiste fale connosco e nos guie. Mas como é difícil esta tarefa… O “barulho das luzes”, que é como quem diz, as várias distrações que temos no nosso dia-a-dia fazem-nos desviar a atenção daquilo que realmente importa, do verdadeiro sentido da viagem em que embarcamos.
Mesmo assim, e porque Ele não desiste de nós, há breves momentos, pequenas paragens e pessoas, que ao longo desta viagem nos despertam para este grande mistério que é a vida e, que nos fazem questionar a nossa existência, permitindo-nos abrir horizontes e querer ir mais além, ser mais além…
Além daquilo que conhecemos, além dos nossos medos, além das nossas fronteiras, além de nós mesmos…
É este o espírito de um voluntário, ser mais onde quer que se encontre, dar mais onde quer que vá. E, certamente, receberá muito mais do que imagina ser possível.

No passado dia 3 de Junho, estivemos reunidos em oração, rezámos pela partida em missão de três voluntários, a Ana Emanuel que já se encontra em Timor e que por lá ficará durante 3 meses e, que com todo o seu dinamismo, juventude e todo o seu amor viverá a experiência da sua vida. O tanto que dará parecerá pouco comparado com o tanto que receberá! E nós, António e Liane, marido e mulher juntos, vamos além da nossa zona de conforto trabalhar com as irmãs e as crianças que acolhem com tanto amor, na Madeira, será apenas uma semana, em Agosto, que por certo passará a correr mas ainda assim que o pouco que temos saibamos dar em abundância!


“Recebe, Senhor
Este sim que aqui te digo
Que o Teu amor
Seja sempre o meu destino
Só Tu és caminho
Que procuro a cada passo desvendar
Sei-Te comigo
Sorri-me, dá-me a mão, vou confiar
Sorri-me, dá-me a mão, vou-me encontrar
Sorri-me, dá-me a mão, vou-me entregar”

Cântico: “Aqui estou, Senhor” Oração de envio, 3 de Junho 2018

01 abril, 2018

Retiro Nacional VTS - Fátima 23 a 25 Março de 2018


Quem diz que os retiros podem ser semelhantes todos os anos?
Podem crer que estão redondamente enganados!

Mesmo que fosse o mesmo formato, as mesmas pessoas, é sempre diferente, porquê? 

Porque tudo o que nos rodeia no momento se faz e se torna 



UM MOMENTO ÚNICO E VERDADEIRO!


Mais uma vez, este ano foi um momento único, mágico e poderei dizer que cada ano que participo, sinto que a minha razão de ser VTS é cada vez maior, pois a Esperança, o Amor, a Semente está sempre a crescer, porque cada um de nós é importante e faz parte desta Família!

Foi diferente sim, porque este ano estive com outros elementos novos do VTS, e principalmente estive com as minhas duas filhas Beatriz e Mariana, ao qual fico agradecida por ter sido abençoada por duas lindas meninas que se sentem VTS desde o seu nascimento, não porque a Mãe o é, mas porque elas próprias vivem a vida Cristã, a vida Dominicana, a vida de um VTS ao mais alto nível e só porque se sentem bem!






Isto é Amor? Isto é Esperança? Isto é a Verdade?
Isto é a Vida? Isto é a Semente?

Todo o tempo do Retiro foram momentos de questões, inquietudes, dúvidas, algumas certezas, mas levou a grandes reflexões de que Nós podemos ser mais e melhor!

Na Eucaristia do Domingo de Ramos, veio à memória os grandes encontros de Jovens por ser Dia Mundial da Juventude, e senti o mesmo que sentia naqueles tempos de “juventude”, ESPERANÇA, E QUE SOMOS A SEMENTE! Olhando para as crianças, senti a ESPERANÇA ainda mais acesa,olhando para todos os VTS senti a SEMENTE a crescer! E hoje após a Ressurreição de Cristo, somente tenho palavras para dizer a todos vós:


RESSUSCITOU! RESSUSCITOU! ALELUIA! ALELUIA!
UMA PURA SEMENTE DE ALEGRIA! ALELUIA ALELUIA!


Obrigada VTS Nacional,
SOMOS UM! SOMOS FAMÍLIA! SOMOS ESPERANÇA!
SOMOS AMOR! SOMOS A SEMENTE!
FAZER O BEM SEMPRE!



Rita Ribeiro de Castro

Retiro Nacional do VTS ( 23 a 25/03/2018)


“Hossana, hossana!”

A mais alta forma de louvor de alegria. Alegria que senti ao viver a Eucaristia deste Domingo de Ramos com os meus manos do VTS em Fátima, por ocasião do nosso retiro nacional. Foi muito bonito constatar que essa mesma alegria que me fez querer fazer parte do VTS, há dois anos, é a mesma que continuo a sentir quando estou com eles reunida. Foi uma missa multicultural, com cânticos alegres e ritmados, com danças que nos ajudam a rezar, com leituras proclamadas com a certeza na voz.



Hossana, hossana!”

Saber que fazer parte desta família, de me dedicar ao voluntariado, é expressão deste louvor ao nosso mestre, Jesus. Este Jesus que com os nossos ramos, com tudo aquilo que somos, acolhemos em Jerusalém e proclamamos como Messias, como filho de Deus. E esta alegria que Ele nos faz experimentar, esta alegria de nos sentirmos com Ele, amados por Ele, tem que ser realmente motivo da nossa esperança, esta Esperança que Ele é. Que nos leva a viver sem medo do amanhã, que nos faz querer dar mais neste hoje que é dom, que nos desafia a ser sempre “construtores da paz”.


“Hossana, hossana!”


Possam as sementes que recebemos, como símbolo, no final da Eucaristia germinar, crescer e desabrochar em lindos ramos de oliveira e alecrim e possamos nós, enquanto VTS, continuar a fazer caminho na alegria, na esperança e na paz.


Ana Emanuel Nunes

22 março, 2018

FAZER O BEM SEMPRE! - VTS


VTS AVEIRO na Festa de São Lázaro


“Lázaro, Ramos, Páscoa estamos...”


 
Hoje foi dia de celebrar o São Lázaro com a comunidade de São Martinho da Gândara. O dia começou tímido e um pouco molhado, mas depressa as incertezas se dissiparam e o sol brilhou, provando que é necessário ter fé e acreditar no poder da oração, tal como fizeram as irmãs de Lázaro.

Assim, como já vem sendo tradição, o VTS de Aveiro marcou presença nesta festa que tão bem nos tem acolhido. Desta vez levamos vários produtos caseiros, bolachinhas, bolos, compotas, ginjinha do convento (que tanto furor fez), e claro os livros para pequenos e graúdos sobre Teresa de Saldanha e a Espiritualidade Dominicana, tudo em troca de um pequeno donativo que nos permitirá apoiar algumas missões já no próximo Verão. Tudo fez parte da festa e tudo serviu para divulgar Teresa de Saldanha e a congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena.




Mas também houve espaço para a reflexão e, durante a homília, escutámos que muitos são os idosos que cada vez mais vivem sozinhos, sofrem sozinhos e morrem sozinhos... Será que nos esquecemos que nós seremos os idosos de amanhã?
Numa sociedade cada vez mais envelhecida é urgente redefinir prioridades, e cada um de nós deve ter um papel ativo e contribuir para a valorização destas pessoas. 


Ser VTS é isto, é ir ao encontro, é desinstalarmo-nos, é acreditar que um pequeno gesto pode fazer a diferença, é partilha e serviço e é fazer de tudo isto lema de vida, sempre com o objetivo de fazer o bem.

Lázaro, Ramos, Páscoa estamos, é este o caminho até à ressurreição e é este o caminho para quem acredita num Deus Vivo, um Deus que caminha e faz caminho connosco!



Liane Pinho