16 Maio, 2012
Em Cristo, a Alegria e a Sabedoria
No dia 1 de Abril, estivemos reunidos durante o dia aproveitando e participando na IX Jornada Diocesana da Juventude em Lisboa! Começamos de manhã orientando e preparando as actividades a decorrer proximamente nomeadamente o Retiro na Praia da Consolação e a divulgação da Santidade de Teresa de Saldanha nas Igrejas das Caldas da Rainha, Carnaxide, Sacavém entre outras paróquias a confirmar.
Após algumas tarefas distribuídas, chega a hora do almoço, que foi partilhada com o tema da Jornada Diocesana e debatida consoante os diversos pontos que Catequese preparados pelo Patriarcado de Lisboa.
Eu apesar de não ter participado fisicamente na caminhada e em algumas palestras, dado ao meu estado de graça nos tempos finais, senti e participei de forma mais interior, preparando também a chegada da minha Alegria. Com os documentos de apoio que foram distribuídos e a minha participação fisicamente na última palestra de Eucaristia na Sé de Lisboa, e após algumas reflexões lanço algumas questões pertinentes e de reflexão:
1) Deus cria com sabedoria e por amor. A sabedoria de Deus é a verdadeira felicidade, a verdadeira realização da vida plena! A Sabedoria do mundo é a atitude de quem se fecha no orgulho e egoísmo, vivendo para o “ter” colocando em primeiro lugar o dinheiro, o poder, o êxito, a fama e a ambição desmedida. O que será que faz mais sentido para mim, a Sabedoria de Deus ou a Sabedoria do mundo? E qual o meu papel essa realidade?
2) S. Francisco de Assis deixou tudo pelo Senhor e encontrou na pobreza e no despojamento a verdadeira felicidade, a “Perfeita Alegria”! Como experimentamos a verdadeira alegria que S. Francisco de Assis tanto fala? Quais as diferenças que podemos dizer que a Alegria espiritual não é igual à alegria que não é verdadeira? O que faço para escolher e partilhar a Alegria espiritual que encontro e possuo? Nos momentos de sofrimento e dificuldades, sabemos confiar e contar com a nossa alegria que é a presença de Cristo em nós? Sabemos reconhecer essa presença e sabemos agradecer a Deus por isso?
3) Deus nos ama e vive no meio de nós como uma proposta de salvação e de felicidade para todos os que acolhem, provocando uma imensa alegria no nosso coração! Será que partilhamos sempre esse testemunho de alegria?
“Vivei sempre alegres, orai sem cessar, dai graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito em Cristo Jesus” (1 Tes 5, 16-18)
4) Quais são as tuas razões da tua alegria?
Para mim foi sem dúvida uma descoberta, de uma das razões da minha alegria, a plena felicidade que estaria prestes a começar dentro de dias! Foi uma caminhada de preparação para a chegada de mais uma das nossas alegrias, Beatriz!
Mas esta caminhada não termina aqui, pois um verdadeiro Cristão procura sempre mais sobre a Sabedoria de Deus e nas verdadeiras razões da Alegria, pois somos Cristãos, que procuramos sempre partilhar perante a sociedade, a nossa verdadeira identidade Cristã assumindo-se como tal.
Hoje, agradeço a Deus por ter sido abençoada por mais uma Alegria, e por conquistar mais uma felicidade que nos foi oferecida! Por isso, partilho a minha Alegria comunicando o nascimento do membro VTS mais novo, Beatriz!
Rita Ribeiro de Castro
Membro do VTS Lx
31 Março, 2012
ESPIRITUALIDADE DE TERESA DE SALDANHA NO QUOTIDIANO
No dia 5 de Março o VTS Lisboa reuniu novamente para continuar a conhecer Teresa de Saldanha. A Irmã Alzira trouxe-nos uma reflexão sobre a espiritualidade de Teresa no quotidiano.
Teresa deixou-se embalar pela melodia de Deus, pois só quem se deixa enamorar por Ele, consegue dar-se na totalidade ao outro como ela o fez. Desta forma, a vida de Teresa foi pautada pelo evangelho, colocando-o em prática em todos os momentos da sua vida. Ela procurou fazer o bem em silêncio, sempre e onde lhe era possível.
Considerando que as Fontes do Bem são Deus, Amor, Verdade e Justiça, Teresa embebeu delas ao colocar a sua vida ao serviço da defesa e promoção dos direitos humanos e dedicando-se à educação das crianças e promoção da mulher.
O Bem que Teresa de Saldanha semeou continua a germinar no mundo através das suas seguidoras e também através do VTS que é convidado a encontrar em Deus força para continuar a fazer o bem sempre e onde for preciso. Porque se queres ser feliz? Faz o bem sempre!
Ana Margarida Lucas
Coordenadora VTS Lx
Teresa deixou-se embalar pela melodia de Deus, pois só quem se deixa enamorar por Ele, consegue dar-se na totalidade ao outro como ela o fez. Desta forma, a vida de Teresa foi pautada pelo evangelho, colocando-o em prática em todos os momentos da sua vida. Ela procurou fazer o bem em silêncio, sempre e onde lhe era possível.
Considerando que as Fontes do Bem são Deus, Amor, Verdade e Justiça, Teresa embebeu delas ao colocar a sua vida ao serviço da defesa e promoção dos direitos humanos e dedicando-se à educação das crianças e promoção da mulher.
O Bem que Teresa de Saldanha semeou continua a germinar no mundo através das suas seguidoras e também através do VTS que é convidado a encontrar em Deus força para continuar a fazer o bem sempre e onde for preciso. Porque se queres ser feliz? Faz o bem sempre!
Ana Margarida Lucas
Coordenadora VTS Lx
28 Fevereiro, 2012
Teresa de Saldanha - Vivência do Evangelho no radicalismo
No dia 6 de Fevereiro de 2012 o grupo do VTS de Lisboa reuniu na sua sede em Lisboa pelas 20h.
O tema de trabalho foi: “O evangelho na vida de Teresa de Saldanha”.
Teresa de Saldanha ao longo da sua vida escreveu imenso, pintou e tocou com grande perfeição. Nos seus escritos, essencialmente cartas, às mais diversas personalidades, eclesiásticas, religiosas, familiares, amigos e outros, temos explicitamente bem demarcada a sua personalidade e espiritualidade.
A sua vida, toda ela uma melodia de Deus, em que ela própria se deixou embalar, foi uma entrega permanente ao Outro nos outros que a rodeavam. Dizia: Nada se pode comparar à alegria de ser toda de Deus. O meu único desejo é fazer a vontade de Deus. Desejo fazer o bem em silêncio e pouco me importa que os outros o vejam. Feliz, mil vezes feliz sou eu e por tudo dou graças a Deus. Deus não vai abandonar-nos, é a nossa grande confiança.
Fiat, palavra que mais prenunciou como resposta à plena vontade do seu Senhor, e vivencia diária do Mistério do Criador. Só quem conhece o Evangelho é capaz de o vivenciar com tamanha profundidade. Tal como Maria, Teresa acolhe Jesus na sua vida, oferece-O a cada pessoa do seu tempo.
Tal como Jesus que veio para fazer a vontade do Pai, Teresa dizia: tudo por Deus e só por Ele. Alicerçou a sua vida na rocha firme para que as tempestades do dia-a-dia em nada a abalassem. A vontade de Deus se faça sempre, e Ele melhor do que nós, sabe o que nos convém, e dizemos sempre Fiat! Por seu amor tudo se sofre e é este amor que cicatriza as feridas do meu coração.
Jesus enviou os seus a fazerem discípulos e prometeu estar com eles até aos confins do mundo. (Mateus 28,19-20). Teresa acolheu o mandato, saindo de si mesma para IR ao encontro de cada pessoa na cidade que a viu nascer. Calcorreia as ruas e ruelas de Lisboa ao encontro de cada uma das «ovelhas perdidas» para as amparar, ouvir e ajudar, tornando as suas vidas mais dignas e mais cheias de alegria.
«Felizes os que são perseguidos por cumprirem a vontade de Deus, porque é deles o Reino dos céus!» Mt 5, 20
Depois de tanto servir e amar os seus, os seus não a acolheram, e em 1910 vê-se espoliada de tudo e de todos. Os seus bens materiais, adquiridos para melhor servir as crianças do povo, são confiscados e as irmãs obrigadas a abandonar as casas onde viviam e a dispersarem para outras paradas. Teresa refugiada numa pequena casa, na Rua Gomes Freire, em Lisboa, com mais duas irmãs, ganha novo vigor e daí orienta a Congregação por ela fundada em 1868 e aparentemente dispersa. Une e envia cada irmã a novos campos de Missão pois o grão amontoado apodrece e disperso frutifica. Hoje na Europa, América do Sul, Ásia e África.
Morre santamente a 8 de Janeiro de 1916 e o seu processo de canonização decorre em Roma desde 2001.
No ano em que celebramos os 175 anos do nascimento da Teresa de Saldanha o VTS unido a toda a Congregação vivencia o ano da Vontade de Deus.
Ir Alzira Ferreira
VTS - Grupo de Lisboa
O tema de trabalho foi: “O evangelho na vida de Teresa de Saldanha”.
Teresa de Saldanha ao longo da sua vida escreveu imenso, pintou e tocou com grande perfeição. Nos seus escritos, essencialmente cartas, às mais diversas personalidades, eclesiásticas, religiosas, familiares, amigos e outros, temos explicitamente bem demarcada a sua personalidade e espiritualidade.
A sua vida, toda ela uma melodia de Deus, em que ela própria se deixou embalar, foi uma entrega permanente ao Outro nos outros que a rodeavam. Dizia: Nada se pode comparar à alegria de ser toda de Deus. O meu único desejo é fazer a vontade de Deus. Desejo fazer o bem em silêncio e pouco me importa que os outros o vejam. Feliz, mil vezes feliz sou eu e por tudo dou graças a Deus. Deus não vai abandonar-nos, é a nossa grande confiança.
Fiat, palavra que mais prenunciou como resposta à plena vontade do seu Senhor, e vivencia diária do Mistério do Criador. Só quem conhece o Evangelho é capaz de o vivenciar com tamanha profundidade. Tal como Maria, Teresa acolhe Jesus na sua vida, oferece-O a cada pessoa do seu tempo.
Tal como Jesus que veio para fazer a vontade do Pai, Teresa dizia: tudo por Deus e só por Ele. Alicerçou a sua vida na rocha firme para que as tempestades do dia-a-dia em nada a abalassem. A vontade de Deus se faça sempre, e Ele melhor do que nós, sabe o que nos convém, e dizemos sempre Fiat! Por seu amor tudo se sofre e é este amor que cicatriza as feridas do meu coração.
Jesus enviou os seus a fazerem discípulos e prometeu estar com eles até aos confins do mundo. (Mateus 28,19-20). Teresa acolheu o mandato, saindo de si mesma para IR ao encontro de cada pessoa na cidade que a viu nascer. Calcorreia as ruas e ruelas de Lisboa ao encontro de cada uma das «ovelhas perdidas» para as amparar, ouvir e ajudar, tornando as suas vidas mais dignas e mais cheias de alegria.
«Felizes os que são perseguidos por cumprirem a vontade de Deus, porque é deles o Reino dos céus!» Mt 5, 20
Depois de tanto servir e amar os seus, os seus não a acolheram, e em 1910 vê-se espoliada de tudo e de todos. Os seus bens materiais, adquiridos para melhor servir as crianças do povo, são confiscados e as irmãs obrigadas a abandonar as casas onde viviam e a dispersarem para outras paradas. Teresa refugiada numa pequena casa, na Rua Gomes Freire, em Lisboa, com mais duas irmãs, ganha novo vigor e daí orienta a Congregação por ela fundada em 1868 e aparentemente dispersa. Une e envia cada irmã a novos campos de Missão pois o grão amontoado apodrece e disperso frutifica. Hoje na Europa, América do Sul, Ásia e África.
Morre santamente a 8 de Janeiro de 1916 e o seu processo de canonização decorre em Roma desde 2001.
No ano em que celebramos os 175 anos do nascimento da Teresa de Saldanha o VTS unido a toda a Congregação vivencia o ano da Vontade de Deus.
Ir Alzira Ferreira
VTS - Grupo de Lisboa
31 Janeiro, 2012
A herança de Teresa é real...
No dia 8 de Janeiro de 1916, Madre Teresa de Saldanha partiu para o céu. Todavia, noventa e seis anos depois, celebramos a perenidade da sua obra, a vontade de Deus que permanece entre nós.
Teresa irradiou uma mensagem clara. Um trilho iniciado e consolidado na educação de meninas pobres. Era esta uma lacuna da sociedade daquele tempo que, apesar de urgente, foi problemático colmatar. Um trilho difícil para a Madre, mas cheio de caridade. Um trilho que, com a vontade de Deus e o auxílio das irmãs, se tornou num largo e mais fácil caminho. Mesmo quando, em 1910, a Congregação é expulsa de Portugal, e quando se pensava que seria o fim da mesma, inicia-se uma nova etapa. Um novo ressurgir com a expansão internacional da Congregação. Foi a vontade de Deus, misericordiosa e fiel, que se converteu em fruto, porque encontrou quem a pusesse em prática.
A herança da Madre Teresa é real, pois a vontade de Deus mantém-se. E, como se parte da herança fosse, o diário pessoal da Madre foi escrito até ao limite das suas forças, até à véspera da sua partida, tal como se fosse continuando, um testemunho que se vai passando perpetuamente.
Acrescente-se que no dia 5 de Maio na Igreja Paroquial das Caldas da Rainha, o Voluntariado Teresa de Saldanha organizará um concerto, como forma de divulgar a fama de santidade de Madre Teresa.
Bruno Partidário
VTS - Lisboa
20 Janeiro, 2012
Teresa de Saldanha e o seu Mundo...
No dia 3 de Dezembro de 2011 o grupo do VTS de Lisboa reuniu-se na Moita, em casa da voluntária Rita Castro e do Pedro. Após o almoço com que nos presentearam os anfitriões iniciámos a tarde de reflexão.
Uma vez que é propósito da Congregação, ao longo deste ano, divulgar a fama de Santidade da Madre Fundadora, e conscientes de que o conhecimento da nossa identidade, como membros desta Família, nos confere unidade, continuámos a aprofundar o nosso conhecimento, partindo de vários textos cedidos pela Irmã Alzira,
A Ana Margarida falou-nos sobre o Mundo Interior e Vivência Evangélica de Teresa de Saldanha. Percebemos que o que faz dela uma Fundadora é a estreita relação com as suas discípulas. Esta união confere-lhes uma identidade e uma certeza através dos tempos. “Se a Obra é de Deus não morre”! A sua decisão de pôr Deus acima de tudo, a “forma particular e inédita de captar a essência do Evangelho”, e o resultado da acção do Espírito em si, permitiram-lhe fazer das Bem-aventuranças o seu modo de vida e, com isso, modificar o seu presente. Com inquietações mas sem nunca fraquejar. Um Fiat pleno. No fundo uma visão global daquilo que acabaríamos por realçar nas reflexões que se seguiram: quem era afinal esta Teresa?
O Bruno referiu o papel preponderante da Oração na Vida da Madre Fundadora e nomeadamente na construção da sua Obra. Percebemos que, para Teresa, é uma necessidade, e que deve sê-lo para qualquer cristão. Só a verdadeira experiência de Deus, que resulta de uma vivência orante, permite contemplar a realidade com os olhos de Cristo e alimentar uma acção que dê frutos.
A Joana destacou alguns Traços da Personalidade desta mulher desconcertante. Teresa era a um tempo sensível e recta, apaixonada e prudente. Nos momentos certos, nas doses certas. Diz o texto da reflexão que “mais do que ousadia, chega a ser necessária um pouco da divina loucura do Crucificado. E Teresa possuía-a”. Como só possui quem põe toda a sua confiança e esperança em Deus. Dizia a própria que “o essencial está na perfeição com que se trabalha e no espírito que nos inspira”.
A Maria Olímpia falou-nos da especial relação de Teresa com a Eucaristia. Por um lado, a adoração eucarística permitia-lhe a intimidade com este Jesus pelo qual ansiava em quem punha toda a sua confiança. Mas o dom eucarístico não se esgotava, para ela, na contemplação. Teresa “à imagem do Cristo da Eucaristia que, por amor, se fez dom total e gratuito à humanidade (...) fez da sua vida gratuidade e dom, serviço desinteressado em prol da promoção humana, da solidariedade com todos, mas especialmente com os últimos, os predilectos de Jesus”.
Finalmente a Rita deu-nos uma visão do Contexto Social em que nasceu, viveu e se movimentou Teresa de Saldanha. Percebemos que a Madre seria uma grande mulher em qualquer século. Sem dúvida. Mas as particularidades políticas, as dificuldades e tensões sociais, de Portugal e do Mundo, no século XIX, bem como o elevado extracto social a que pertencia e o seu contexto familiar, facilmente levariam muitos a ceder à facilidade e ao conforto. Mas não detiveram Teresa, antes alimentaram as suas certezas.
Por fim reflectimos um pouco sobre a nossa identidade como Voluntários de Teresa de Saldanha. Que fazemos com tamanho legado de santidade?
Joana Castro
VTS - Lisboa
Uma vez que é propósito da Congregação, ao longo deste ano, divulgar a fama de Santidade da Madre Fundadora, e conscientes de que o conhecimento da nossa identidade, como membros desta Família, nos confere unidade, continuámos a aprofundar o nosso conhecimento, partindo de vários textos cedidos pela Irmã Alzira,
A Ana Margarida falou-nos sobre o Mundo Interior e Vivência Evangélica de Teresa de Saldanha. Percebemos que o que faz dela uma Fundadora é a estreita relação com as suas discípulas. Esta união confere-lhes uma identidade e uma certeza através dos tempos. “Se a Obra é de Deus não morre”! A sua decisão de pôr Deus acima de tudo, a “forma particular e inédita de captar a essência do Evangelho”, e o resultado da acção do Espírito em si, permitiram-lhe fazer das Bem-aventuranças o seu modo de vida e, com isso, modificar o seu presente. Com inquietações mas sem nunca fraquejar. Um Fiat pleno. No fundo uma visão global daquilo que acabaríamos por realçar nas reflexões que se seguiram: quem era afinal esta Teresa?
O Bruno referiu o papel preponderante da Oração na Vida da Madre Fundadora e nomeadamente na construção da sua Obra. Percebemos que, para Teresa, é uma necessidade, e que deve sê-lo para qualquer cristão. Só a verdadeira experiência de Deus, que resulta de uma vivência orante, permite contemplar a realidade com os olhos de Cristo e alimentar uma acção que dê frutos.
A Joana destacou alguns Traços da Personalidade desta mulher desconcertante. Teresa era a um tempo sensível e recta, apaixonada e prudente. Nos momentos certos, nas doses certas. Diz o texto da reflexão que “mais do que ousadia, chega a ser necessária um pouco da divina loucura do Crucificado. E Teresa possuía-a”. Como só possui quem põe toda a sua confiança e esperança em Deus. Dizia a própria que “o essencial está na perfeição com que se trabalha e no espírito que nos inspira”.
A Maria Olímpia falou-nos da especial relação de Teresa com a Eucaristia. Por um lado, a adoração eucarística permitia-lhe a intimidade com este Jesus pelo qual ansiava em quem punha toda a sua confiança. Mas o dom eucarístico não se esgotava, para ela, na contemplação. Teresa “à imagem do Cristo da Eucaristia que, por amor, se fez dom total e gratuito à humanidade (...) fez da sua vida gratuidade e dom, serviço desinteressado em prol da promoção humana, da solidariedade com todos, mas especialmente com os últimos, os predilectos de Jesus”.
Finalmente a Rita deu-nos uma visão do Contexto Social em que nasceu, viveu e se movimentou Teresa de Saldanha. Percebemos que a Madre seria uma grande mulher em qualquer século. Sem dúvida. Mas as particularidades políticas, as dificuldades e tensões sociais, de Portugal e do Mundo, no século XIX, bem como o elevado extracto social a que pertencia e o seu contexto familiar, facilmente levariam muitos a ceder à facilidade e ao conforto. Mas não detiveram Teresa, antes alimentaram as suas certezas.
Por fim reflectimos um pouco sobre a nossa identidade como Voluntários de Teresa de Saldanha. Que fazemos com tamanho legado de santidade?
Joana Castro
VTS - Lisboa
18 Janeiro, 2012
Natal 2011 no Lar Teresa Saldanha
Foi a 16 de Dezembro de 2011, que mais uma vez o Lar Teresa de Saldanha realizou a sua festinha de Natal, onde algumas volutárias do VTS Lisboa estão presentes, e pela 3ª vez consecutiva que um grupo musical cantou e encantou com os seus cantares nesta noite de Natal. "Fundado em Setembro de 1997 no seio do GRUPO DESPORTIVO E CULTURAL DO BANCODE PORTUGAL, o NOTAS & VOLTAS é um grupo de gente que ama a culturaportuguesa e, particularmente, a música tradicional deste país, pelo quetem sido seu objectivo não apenas a interpretação e divulgação de cançõespopulares, como também a sua utilização como veículo privilegiado para areconstituição de ambientes rurais, porventura apenas existentes noimaginário de cada um de nós. Contando com a orientação técnica e a experiência de campo de Vítor Reino ebeneficiando, por seu intermédio, do acesso privilegiado ao vastíssimoarquivo etnomusical de José Alberto Sardinha, o Notas & Voltas reuniu umapreciável repertório com que tem alimentado as suas numerosasapresentações públicas. Foi a partir desse repertório que seleccionámos as14 canções que integram o CD DECANTADO, disco de consagração do grupo e,simultaneamente, singelo presente que oferecemos a todos quantos nos têmapoiado e favorecido com o seu aplauso e incentivo." Aqui fica mais uma pequena demonstração do fazer o bem sempre...! Obrigada a todos os elementos do grupo Notas e Voltas30 Dezembro, 2011
02 Dezembro, 2011
O Amor de Deus, dos pobres, da Pátria...
Mais uma vez o grupo de Lisboa do VTS se reuniu a 7 de Novembro 2011 na casa das Irmãs em Lisboa. Após o convívio proporcionado pelo jantar em grupo, passamos ao momento de reflexão.
A reflexão teve como ponto de partida a comunicação feita por D. António Ribeiro – Cardeal de Lisboa no encerramento em Fátima a 8 Outubro de 1988, da comemoração dos 150 anos de nascimento de Teresa Saldanha, Fundadora da Congregação Portuguesa das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena.
O texto foi lido nesta reunião por cada um dos membros do VTS presentes.
D. António refere três traços fundamentais da personalidade de TS que chamou “os três grandes amores de Madre Teresa e que considera corporizar actualidade viva do carisma da Congregação”, são eles: o amor de Deus, o amor dos pobres, o amor da Pátria.
D. António afirma que o “primeiro grande amor da sua vida foi o amor de Deus manifestado em Cristo Jesus”.
TS seguiu sempre o querer Divino e os acontecimentos do dia-a-dia eram o caminho a seguir e todas as contrariedades que se lhe apresentavam eram porque “Deus assim quer ou permite”.
O seu percurso foi sempre tentar não enveredar por “voos místicos nem por extraordinárias manifestações sobrenaturais”. A sua obra era bem terrena e nem por isso deixou de ser uma contemplativa. Foi-o na acção, no quotidiano da existência para acolher e transformar.
O segundo amor de Madre Teresa foi o amor aos pobres.
Sendo rica de bens e cultura, cedo começou a ajudar os pobres. Ela própria escreve:”Em Lisboa nada existia, nesse tempo… portanto a falta tão grande de uma congregação que se dedicasse ao serviço dos pobres e educação de crianças fez-me desejar imenso trabalhar para realizar o meu sonho, o que assim parecia nesse tempo semelhante plano, pelas dificuldades que se julgavam invencíveis”.
Assim a obra se fez, e foi “neste amor preferencial pelos pobres, que MTS mostrou que de nada vale saber línguas e realizar grandes obras se em nós não houver o amor de Deus e dos homens.
Finalmente D. António Ribeiro aponta o terceiro amor de MTS como o amor da Pátria.
TS sofreu todas as perseguições infringidas a partir de meados do séc. XIX às ordens religiosas, mas como portuguesa sempre lutou para que a sua Congregação trabalhasse em Portugal, pois sabia das enormes necessidades sociais de que o seu país padecia.
A sua tenacidade era maior que os obstáculos com que se deparou, o seu amor a Portugal nunca a demoveu na aventura de fundar uma nova congregação religiosa no seu país.
D. António Ribeiro faz referência ao Concílio Vaticano II, que diz: “Os católicos sintam-se obrigados a promoverem o bem comum, na dedicação à pátria e no fiel cumprimento das obrigações civis e façam valer o peso da sua opinião, de modo a que o poder civil se exerça com justiça e as leis correspondam aos preceitos morais e ao bem comum”. (AA.14) e na base destas palavras refere---se à dívida que a sociedade portuguesa ainda tem para com a Fundadora das Dominicanas de Santa Catarina de Sena…
Ao terminar esta exposição D. António Ribeiro concluiu que “os três grandes amores de MT reduzem-se afinal, a um só: o amor de Deus prolongado no amor dos irmãos, sobretudo os mais carecidos”.
Maria Olímpia de Castro
Membro do VTS (Grupo de Lisboa)
A reflexão teve como ponto de partida a comunicação feita por D. António Ribeiro – Cardeal de Lisboa no encerramento em Fátima a 8 Outubro de 1988, da comemoração dos 150 anos de nascimento de Teresa Saldanha, Fundadora da Congregação Portuguesa das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena.
O texto foi lido nesta reunião por cada um dos membros do VTS presentes.
D. António refere três traços fundamentais da personalidade de TS que chamou “os três grandes amores de Madre Teresa e que considera corporizar actualidade viva do carisma da Congregação”, são eles: o amor de Deus, o amor dos pobres, o amor da Pátria.
D. António afirma que o “primeiro grande amor da sua vida foi o amor de Deus manifestado em Cristo Jesus”.
TS seguiu sempre o querer Divino e os acontecimentos do dia-a-dia eram o caminho a seguir e todas as contrariedades que se lhe apresentavam eram porque “Deus assim quer ou permite”.
O seu percurso foi sempre tentar não enveredar por “voos místicos nem por extraordinárias manifestações sobrenaturais”. A sua obra era bem terrena e nem por isso deixou de ser uma contemplativa. Foi-o na acção, no quotidiano da existência para acolher e transformar.
O segundo amor de Madre Teresa foi o amor aos pobres.
Sendo rica de bens e cultura, cedo começou a ajudar os pobres. Ela própria escreve:”Em Lisboa nada existia, nesse tempo… portanto a falta tão grande de uma congregação que se dedicasse ao serviço dos pobres e educação de crianças fez-me desejar imenso trabalhar para realizar o meu sonho, o que assim parecia nesse tempo semelhante plano, pelas dificuldades que se julgavam invencíveis”.
Assim a obra se fez, e foi “neste amor preferencial pelos pobres, que MTS mostrou que de nada vale saber línguas e realizar grandes obras se em nós não houver o amor de Deus e dos homens.
Finalmente D. António Ribeiro aponta o terceiro amor de MTS como o amor da Pátria.
TS sofreu todas as perseguições infringidas a partir de meados do séc. XIX às ordens religiosas, mas como portuguesa sempre lutou para que a sua Congregação trabalhasse em Portugal, pois sabia das enormes necessidades sociais de que o seu país padecia.
A sua tenacidade era maior que os obstáculos com que se deparou, o seu amor a Portugal nunca a demoveu na aventura de fundar uma nova congregação religiosa no seu país.
D. António Ribeiro faz referência ao Concílio Vaticano II, que diz: “Os católicos sintam-se obrigados a promoverem o bem comum, na dedicação à pátria e no fiel cumprimento das obrigações civis e façam valer o peso da sua opinião, de modo a que o poder civil se exerça com justiça e as leis correspondam aos preceitos morais e ao bem comum”. (AA.14) e na base destas palavras refere---se à dívida que a sociedade portuguesa ainda tem para com a Fundadora das Dominicanas de Santa Catarina de Sena…
Ao terminar esta exposição D. António Ribeiro concluiu que “os três grandes amores de MT reduzem-se afinal, a um só: o amor de Deus prolongado no amor dos irmãos, sobretudo os mais carecidos”.
Maria Olímpia de Castro
Membro do VTS (Grupo de Lisboa)
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