O que faz a vida feliz é a prática do bem. Teresa de Saldanha Missão é ação que exige explicação e resposta... O amor vence todas as dificuldades. Teresa de Saldanha Fazer o bem sempre e onde seja possível. Teresa de Saldanha

Peregrinação Nacional do Rosário



Retiro Nacional do VTS foi mágico!!!!


Estamos a aproximar do Encontro Nacional do VTS, vale a pena recordarmos momentos mágicos deste ano passados no Retiro Nacional em Fátima!!!!

Esperamos por mais!



Fazer o bem sempre!
Rita Ribeiro de Castro

Ao encontro do caminho… Drave!





No passado dia 28 de Maio, enquanto a Igreja celebrava a ascensão do Senhor ao céu, a comunidade do VTS de Aveiro e Pinheiro marcava este acontecimento com uma caminhada que nos deixou bem próximos do céu.

Inicialmente, a subida revelou-se difícil, demasiado íngreme, avançamos passo a passo, devagar, mas com vontade de chegar ao topo. Os mais valentes abriam caminho e ajudavam os que pensavam não ter força para chegar ao objetivo. A pouco e pouco a aldeia mágica, Drave, ficava mais perto e nós cada vez mais perto do paraíso…

Do mesmo modo vamos vivendo o nosso dia a dia, avançando a passo tímido ou firme, consoante os obstáculos que encontramos, mas sempre com o mesmo objetivo, o de encontrarmos a felicidade, o paraíso, o céu… No caminho muitas são as propostas para alcançarmos a tão desejada felicidade, algumas propostas são mais aliciantes que outras, muitas levam-nos a becos sem saída, outras apesar de árduas trazem-nos recompensas maiores. Assim é a vida, assim é o caminho, cheio de encruzilhadas, de escolhas…

Neste encontro pudemos descobrir não só o caminho para Drave, mas também um caminho para a felicidade através de exemplos bem concretos, como a vida de S. Domingos e de Teresa de Saldanha. Ser os olhos, os ouvidos, as mãos de Deus neste mundo, nesta vida… esse é o caminho e no fim de cada dia sentir-se agradecido por cada pessoa, por cada amanhecer e oportunidade de recomeçar a caminhada!




Liane Pinho

VTS Aveiro

Dia do Voluntariado - Aveiro

Dia 19 de fevereiro de 2017


Um domingo incrível, lá acordámos cedinho para ir para a casa das Irmãs para mais um dia de voluntariado. Acordar cedo é sempre chato mas quando é para coisas que gostamos não custa nada.

Neste dia reunimo-nos todos em casa das Irmãs para ajudar com algumas tarefas que eram preciso ser tratadas com um bocadinho de urgência. Animámos a Eucaristia da comunidade e depois fomos distribuídos pela casa toda, desde o quarto andar até à garagem.

Algumas das pessoas que participaram neste dia de voluntariado já sabiam o que era arrumar a garagem portanto foi mais do mesmo. Estivemos também a arrumar material do VTS e até a organizar bugigangas para uma roda da sorte! Nós somos incríveis.
Como o tempo passou tão depressa, ficámos com alguma fome… E quem melhor para cozinhar para nós, senão nós mesmos. Exatamente, todos trouxemos alguma coisa para o melhor almoço partilhado alguma vez visto. Havia um pouco de tudo. Algumas das Irmãs da casa até ficaram com um bocadinho de inveja de tão bons cozinheiros que nós somos.
Algo importante deste dia foi passar tempo com as Irmãs. Elas gostam muito de ter visitas e é sempre muito enriquecedor ouvir novas histórias destas pessoas tão corajosas que viveram em tempos tão complicados… É também motivador para nós saber que podemos ultrapassar qualquer tipo de obstáculos com a ajuda d’Ele.

Algumas das Irmãs recordam-se de nós e isso é sempre bom! Quando vamos visitar as irmãs e elas tratam-nos pelo nome ou reconhecem as nossas caras, enche-nos o coração.
Depois deste momento com as Irmãs e a tratar das últimas coisas fomos todos para o quinto andar apanhar um bocado de sol, descansar e falar um bocado do que foi este dia.
Tenho a certeza de que todos gostaram deste dia e sei que vai haver muitos mais assim!

Luís Almeida
(VTS Aveiro)

Conferência com o frei Timothy Radcliffe

No passado sábado, dia 28 de fevereiro assiti a uma conferência do frei Timothy Radcliffe. Foi um verdadeiro privilégio e só me apercebi disso quando a mesma terminou.
A verdade é que até há muito pouco tempo desconhecia este pregador dominicano.

Com o aproximar da data da conferência fui tentado obter mais informações sobre ele.
Este frei foi um dos chefes da Ordem Dominicana, inglês e muito requisitado em todo o mundo. Segundo o frei José Nunes, antigo provincial de Portugal, há muito que ele tinha sido convidado, mas a agenda não o permitia. Contudo quis Deus que ele viesse a Portugal nesta altura, em que encerramos as comemorações dos 800 anos da Ordem.

Bom...a conferência.....O tema da mesma no sábado era:"How can the conscience of the Laity be heard?" (Como escutar a voz dos leigos na Igreja?). Foi um tema que me tocou bastante pois como leiga que sou é preciso saber o meu papel na e dentro da Igreja. O frei começou por falar sobre a existência da coisciencia, como devemos de a "formar", e depois então explicou, brilhantemente, as suas ideias. Não me quero alongar muito mais pois em breve quero partilhar o texto convosco.

Nesta conferência estiveram presentes muitas irmãs, freis e leigos.
Gostei muito da pessoa que transparecia ser o frei Timothy.

No domingo, a conferência falava sobre a santidade do corpo. Mas infelizmente não me foi possível comparecer. Deveres maternais vêm sempre em primeiro lugar.

Penso que no mundo de hoje, faz-nos falta aprofundar os nossos conhecimentos e, neste aspeto, muito temos a aprender com os dominicanos que estudam bastante ao longo da sua vida. Às perguntas complexas e dificeis, segundo o frei Timothy, devemos dar respostas simples. Mas nunca devemos ter medo dessas perguntas.


Creio que os cristãos, de uma forma geral, deveriam aprofundar mais os conheciemntos da Sagrada Escritura...para melhor compreender o mundo...e o quotidiano. Mas façamos caminho juntos!


Com ternura

Ângela

Eucaristia com o Mestre Geral da Ordem Dominicana

           


Ontem, dia 9 de janeiro tive a possibilidade de poder assistir/participar na eucaristia no convento dos irmãos Dominicanos que contou com a presença do mestre geral da Ordem Dominicana.
Confesso que ansiava por este "encontro"! Não é algo que aconteça com muita frequência. E para mim foi sem dúvida um privilégio.

Cheguei muito cedo ao convento, estive em oração individual...aguardando a hora da Eucaristia. Ora com o aproximar da hora, irmãs e frades iam chegando....e o mestre geral era somente mais um...que chegou com uma simplicidade...uma serenidade espantosa.

A Eucaristia com vésperas, decorreu com normalidade, tendo presentes e a presidir vários freis...
O mestre geral presenteou-nos com uma brilhante "catequese" acerca do Evangelho do dia que era o baptismo do Senhor...fê-lo em francês, mas a tradução simultânea ficou a cargo de outro frei. E que brilhante tradução foi também feita.

Terminada a Eucaristia e sem estar á espera, tive a oportunidade de estar e "falar" um pouco com o mestre geral. Que homem fantástico. Que simplicidade e afeto tinha nas suas palavras e atos.

Agradeço a graça de ter conseguido estar presente num momento tão especial e importante para esta minha "nova" família...a família dominicana.


Ângela Silva – VTS Lisboa

O sinal da irmã Ana Lucas

Ontem, dia 8 de janeiro foi um dia muito emotivo e especial.
Ontem fez anos que a nossa querida madre Teresa de Saldanha partiu para o Pai, contudo havia outro motivo para Lhe dar graças .
A Ana Margarida Lucas fez os seus primeiros votos como irmã. Deixou de ser noviça...para ser "toda de Deus".

O que posso eu dizer da Ana? Muito pouco...para adjetivar o seu caráter...a sua personalidade...o seu amor a Deus. Ela teve um percurso católico "normal". Foi uma jovem muito ativa na sua paróquia. E, quis Deus que pertence-se á Ordem Dominicana, primeiramente como VTS (Voluntaria de Teresa de Saldanha). Era muito notório o muito que ela sabia sobre liturgia, oração, mas era ainda mais notório o seu enorme amor por Deus. A sua vontade de O seguir. Com verdade!

Ela foi para mim uma presença muito forte de Deus.

A sua escolha de vida não foi tomada de Ânimo leve com certeza, mas ela sabia que esse era o seu caminho de felicidade. Pois Deus colocou-nos neste mundo para sermos felizes. Só temos de encontrar esse caminho, com a sua ajuda. Se assim o quisermos.
Sendo católicos devemos tomar decisões da e na nossa vida. Temos de ser fieis a Cristo, saber a razão pela qual O seguimos. E segui-Lo de facto. Sem medo. Medo este que temos.



Quer sejamos irmãs, padres, freis...leigos todos temos este "medo"....mas sabemos que ao sairmos da nossa rotina...do que nos é mais cómodo...e ao seguir Jesus vamos percorrer o caminho da felicidade, mesmo com os espinhos e pedras que esse caminho terá.















Ontem a cerimónia da irmã Ana foi muito bonita. Nunca tinha tido a oportunidade e o privilégio de assistir a algo tão belo. A entrega dela a Deus de alma e coração foi algo que me tocou profundamente.


Ali estava ela, depois de um caminho muito duro...ali estava perante a sua família, amigos, outras irmãs, frades e perante Deus. E pediu para ingressar na Congregação das irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena....e com muito amor foi aceite de braços abertos. Ela deu-se por completo. POR COMPLETO.


O seu véu era agora preto em vez de branco. A cruz de Cristo que recebeu colou-a ao peito para ser um símbolo e uma marca de Jesus. Seguindo os passos de Domingos....de Teresa de Saldanha.


E os membros do Voluntariado de Teresa de Saldanha ali estavam...a assistir...a sorrir...a orar por ela. Ela já não é uma VTS...é muito mais...muito mais. É a "nossa" mana Ana.
Foi especial olhar para o rosto de vários VTS, nomeadamente para os de Lisboa que poderão privar com ela durante mais tempo... e ver a doçura e o orgulho no passo que esta VTS estava a dar. Deus sabe o que nos faz mais feliz... está atento. .. e a seu tempo...nos concede o que mais precisamos.


Que Deus seja louvado sempre e para sempre.

"Feliz mil vezes feliz sou eu e por tudo dou graças a Deus" - Teresa de Saldanha

"Não há maior alegria do que ser toda de Deus" - Teresa de Saldanha

Ângela Silva – VTS Lisboa

VTS de Lisboa - O balanço de 2016, perspectivas para 2017

Com o inicio do Novo Ano de 2017 há que fazer o balanço dos acontecimentos do ano que terminou no que respeita ao que foi feito e vivido no âmbito do VTS-Voluntariado Teresa de Saldanha, quer a nível local quer a nível nacional.

Começo por lembrar o encerramento do ano Jubilar das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, que teve lugar em Janeiro de 2016 e dos diferentes eventos destaco a inauguração da placa evocativa da Madre Fundadora no Jardim da Rua Gomes Freire, no local onde a MF viveu os últimos anos da sua vida. Foi uma cerimónia singela mas cheia de significado.

No âmbito destas comemorações não posso deixar de lembrar a Missa celebrada na Basílica da Santíssima Trindade, em Fátima, com a presença de Irmãs de diversas províncias, leigos e familiares.

O ano Jubilar (2015-2016) comemorava os 100 anos da Morte de Teresa de Saldanha e os 150 anos do início da Congregação.

Durante todo o ano de 2016 a comunidade do VTS de Lisboa realizou mensalmente as suas reuniões em que delineavam os trabalhos a desenvolver, promoveram angariação de fundos, tiveram momentos de oração em comum.

Retiros com momentos de oração e temas diversos. Os momentos de oração foram preparados por diferentes grupos e para mim tiveram um significado especial pois permitiram um “encontro” muito intimo com Deus.


Para 2017 devemos continuar o estudo da vida de Teresa de Saldanha para melhor compreendermos a dimensão da sua obra e focar as nossas atividades em prol do “outro”.



Olimpia de Castro

Os meus votos para o novo ano que está a chegar


Pensar e falar sobre o ano 2016 tem um sabor agridoce. Foi um ano muito difícil, mas que terminou de forma muito positiva.

Foi um ano complicado a diversos níveis: saúde, profissionalmente e a nível espiritual.

A nível de saúde percebi, este ano, do quão frágil é o ser humano. De um momento para o outro podemos desaparecer.

A nível profissional deparei-me com situações complicadas. Pelas quais nunca tinha pensado, nem imaginava passar. A maldade das pessoas ainda me surpreende. Foi uma grande luta, nunca desisti. Não podia. E tendo Deus comigo sentia e sabia que apesar de ser um caminho com muitos espinhos tinha de o percorrer. Sempre com fé e confiança.
Neste momento, já estou empregada num local onde nunca imaginei estar, mas onde queria muito pertencer. E Ele sabia que esse era um dos meus desejos mais profundos. Foi no tempo e momento certo.

Hoje olho para trás e vejo que se não tivesse confiado em Deus não teria conseguido. Nem sei como consegui. Ele esteve sempre no comando. Sozinha nunca teria conseguido e agradeço muito por todas as graças que recebi.

Olho para o passado e tenho tanto para agradecer. O que Ele tem feito pela minha filha, a sua sempre proteção paternal. Ele sabe que, para mim, é fundamental que ela esteja bem, pois caso contrário o meu mundo desmorona. Mas penso que é assim para qualquer Mãe e Pai.

Durante este ano cresci imenso. A nível pessoal e espiritual. Contudo, não cresci sozinha. Tive sempre o importante apoio dos meus pais, de alguns membros do VTS- Lisboa, de algumas irmãs e do meu marido que é, sem dúvida, o meu melhor amigo e pilar. Este conjunto de pessoas nunca me deixou cair, nem desistir.

A nível espiritual também a minha fé foi colocada em prova. E tenho sempre receio de desiludir a Deus. Tive algumas desilusões oriundas de pessoas que não estava de todo à espera. Tive também algumas atitudes que não queria e das quais não me orgulho, mas que foram necessárias. Pois às vezes sou demasiado simpática e, por vezes, à quem se aproveite e acha que pode dizer tudo e fazer-me tudo e eu nada digo. Isso também foi importante, fazer-me entender de que não me podem fazer nem dizer tudo...e que não o posso aceitar de ânimo leve. E a importância e a necessidade de dizer NÃO.

Foi uma aprendizagem dura, muito dura, mas necessária. Agora consigo compreender isso.
Foi um ano em que procurei muito a Deus, queria saber mais….cada vez mais. Para melhor O servir.

Para o novo ano desejo que os que amo tenham saúde, alegria, amor, concretizações pessoais e a presença de Deus nas suas vidas.
Desejo muito a paz nos locais em guerra, nomeadamente na Síria. Que o massacre de tantos inocentes termine. Que em África diminuam as mortes e a fome de tantas pessoas.
Que, no nosso país, diminua o número de sem abrigo, de crianças a sofrer devido aos seus pais, por morte ou por violência. Que quem está sedento de Deus O encontre e viva na Sua alegria e no Seu amor.

Para o VTS desejo crescimento e amadurecimento. Que nunca nos esqueçamos do fundamental que é Deus, que trabalha em nós. Que tenhamos em S. Domingos, em Catarina de Sena e em Teresa de Saldanha exemplos de vida para melhor servir a Deus e aos nossos irmãos.

Com Deus tudo é mais fácil, mais leve, mais suportável. Basta confiar.
Ele nos continuará a guiar pelo caminho da felicidade.

Bom ano 2017 a todos

Ângela Silva ( VTS Lisboa)

Festival das Sopas - Aveiro

E quando uma atividade do grupo coincide com uma data importante para ti... Que fazes?




Marcar atividades com um grupo é sempre uma odisseia, porque há sempre alguém que faz anos, nem que seja o canário da prima com quem nem se fala... Há sempre muitas solicitações e tendemos a encurtar, a baixar o nível e a expetativa, mas os jovens mostram-nos que sabem fazer escolhas, quando estão integrados, quando se sentem familia, saibem conjugar e congregar. Dia 5 de Novembro a comunidade de Aveiro, do VTS organizou a 2ª Edição do Festival das Sopas, na Casa das Irmãs Dominicanas. Fica o testemunho do Luis Almeida sobre o Festival das Sopas:

"Foi mais que um dia de anos, foi uma experiência que nunca tinha feito e não esperava tanta gente.
Foi mais uma experiência de voluntariado e senti-me super bem em estar ao serviço das pessoas que tiraram algum tempo para aparecer lá.
Não nos atrapalhamos, estávamos todos dispostos a ajudar onde fosse preciso, estava tudo muito bem organizado e isso ajuda bastante na nossa realização e a sentirmo-nos bem connosco próprios para podermos ajudar os outros.
Também foi o meu 18º aniversário e sinceramente foi uma ótima forma de passá-lo e tive a companhia que queria naquele momento.













Apesar de não ter estado no Festival do ano passado sinto que este foi bastante melhor e teve muita mais aderência. É sempre bom estar de serviço, principalmente para com o próximo, espero que para o ano haja mais."


Luis Almeida
Comunidade de Aveiro

Os donativos angariados na atividade destinam-se ao grupo, que por sua vez os canaliza para a formação e missões, sobretudo em Timor!

Num abraço que nos torna um! - Testemunho de André Silva (Coordenador Nacional do VTS)


Abraço… gesto de entrega e confiança em que num mesmo momento e espaço temporal dois corpos partilham um mesmo instante. Nesse momento dois olhares com um destino diferente mas braços que se envolvem e dois corações que acabam por bater a um só ritmo.

Esta é a simbologia que para mim define melhor o conceito de família, pois em família devemos sentir-nos constantemente abraçados mesmo que nos encontremos em sítios diferentes ou tenhamos diferentes opiniões e vocações. O abraço não julga nem critica, apenas acolhe e permanece.

No passado fim-de-semana de 22 e 23 de Outubro, realizou-se em Fátima o 1º Encontro de Formadores organizado pela Pastoral Juvenil da Família Dominicana, no Convento dos frades dominicanos, em Fátima.

Abraçaram este projecto cerca de 10 jovens, membros das diversas comunidades do Voluntariado Teresa de Saldanha e 8 noviços e 2 estudantes, dominicanos, os quais tomaram o hábito no passado mês de Setembro.
Vocações distintas, mas como na Ordem Dominicana, nenhuma melhor que a outra, ninguém melhor ou pior que o outro, todos somos um entre iguais.

O objectivo era aprofundar aquilo que chamamos de “espiritualidade dominicana” e para isso fomos “beber” à fonte fundamental, o nosso pai e fundador S. Domingos de Gusmão. Entre dinâmicas e ritmos próprios deste tipo de encontros, encontrámos ainda tempo para uma visita às mongas dominicanas, onde mais uma vez compreendemos outro tipo de vocação, a qual não sendo um abraço físico é um abraço espiritual pois é a oração permanente destas irmãs que muitas vezes nos dá o suporte invisível que sentimos operar nas nossas vidas, mesmo que nem sempre sejamos honestos para o receber e acolher ou estejamos atentos e despertos para esse facto.

Há na alegria estampada no rosto desta irmãs indubitavelmente aquilo que gosto de chamar de “Amor maior”, o amor de “querer bem” a todos e a cada um de nós.
Houve duas ideias que partilhei na avaliação que fizemos no final desta etapa de formação e que gostava de aprofundar:

    1)  Humilde instrumento de Cristo!
Domingos, tal como a nossa inspiradora Madre Teresa de Saldanha, souberam reconhecer com humildade a miséria e a pobreza daqueles que os rodeavam, e com essa mesma humildade deram tudo aquilo que tinham e não tinham, para que Deus os usasse como instrumento do Seu amor e assim se elevassem as vidas de todos aqueles pobres cujas almas ansiavam pelo amor de Deus. Tal como disse o Frei Filipe numa das suas homilias, “por mais baixa que seja a miséria do Homem, a misericórdia de Deus, no seu amor incondicional, poderá sempre nos elevar”.
Domingos, e Teresa, deixaram-se inundar pelo amor de Deus e assim, agiram sempre como instrumento do mesmo, vivendo de forma humilde, atenta, inteligente e compassiva.
                  
            2)   Página viva do Evangelho!
Tal como o Frei Filipe eloquentemente nos relatou, a imagem do rosto de S. Domingos criada por Matisse é a de um rosto sem olhos, nem boca, nem nariz, nada… contudo, e instintivamente, compreendemos que mesmo assim é um rosto sem rosto que nos é familiar pois somos nós que somos chamados a ser esse rosto de S. Domingos que representa a Ordem Dominicana.
Devemos de forma humilde tentar ser os olhos deste rosto para que assim possamos ver a infinita misericórdia de Deus e vendo a pobreza daqueles que nos rodeiam, possamos entregar o que temos e desprendermo-nos das amarras que nos prendem a uma vida materialista e vã, pois só no amor ao outro encontraremos o amor de Deus.
Devemos tentar ser os ouvidos deste rosto para que assim possamos ouvir os lamentos daqueles que são marginalizados e daqueles que sofrem e possamos no ruído do mundo que hoje nos rodeia, encontrar sempre a melodia do amor de Deus.
Devemos ser também a boca deste rosto para que aos quatro cantos do mundo chegue bem alto a certeza de que Deus sempre nos amou e amará de forma incondicional e assim um sopro se tornará murmúrio, um murmúrio se tornará um coro, um coro se tornará um grito e este grito derrubará os muros que afastam o Homem de Deus e tornar-se-á a ponte e o abraço que nos une no amor de Deus.
Mas não nos devemos ficar pelo rosto, devemos também ser testemunho vivo para que as palavras virem obra e as obras possam dar fruto. Uma fé sem obras é uma fé vazia.
Domingos, e também Teresa, deixaram-se tocar pelo amor de Deus e foram sempre páginas vivas do Evangelho de Cristo. Nas suas vidas encontramos amplos exemplos deste facto e isso transparece de forma clara na “espiritualidade Dominicana”.

Assim, devemos ser nós próprios as páginas deste Evangelho que se vai continuamente escrevendo. Devemos ser o rosto vivo de Deus para o nosso irmão, seja ele quem for e esteja ele onde estiver. E ás nossas páginas juntar-se-ão as páginas dos nossos irmãos, e assim o Evangelho viverá nas nossas vidas e nas daqueles que se deixarem tocar.

Espero com a toda a minha alma que o VTS, e todos os seus membros, familiares e amigos, possam ser sempre um Evangelho vivo do amor de Deus e que todos se sintam sempre juntos naquele abraço que, simplesmente nos faz SER FAMÍLIA.


André Silva – Lisboa 26/10/2016

10º Encontro Nacional VTS


Mais um testemunho audiovisual, com texto de Luís Almeida, do 10º Encontro Nacional do Voluntariado Teresa de Saldanha


61ª Peregrinação do Rosário em Fátima

Mais um testemunho sob a forma de imagens:



VTS e os seus 14 anos! - Em Lisboa!


Dia 2 de outubro…que data tão especial! Comemoramos o Anjo da Guarda, a profissão religiosa da nossa querida Teresa de Saldanha e, agora, o aniversário do VTS.
 
A comunidade de Lisboa iniciou a comemoração com a ida ao jazigo da Madre Fundadora. É um local especial. De cada vez que entro no jazigo é absolutamente mágico. O cheiro inebriante a rosas, a paz e, ao mesmo tempo, a alegria que se apoderam do meu coração é algo quase indescritível por palavras.
Para mim, apesar de estarmos num cemitério, é um dos meus locais de eleição para visitar e, sobretudo, orar junto de Teresa de Saldanha. Foi precisamente isso que aconteceu. A Irmã Angélica preparou uma pequena oração e juntos orámos bem próximos, fisicamente, de Teresa. Claro que para estarmos próximo dela basta rezar-lhe em qualquer sitio, tal como o fazemos com Deus. Deus está onde estamos…e quer falar-nos onde estivermos.

Depois deste primeiro momento, participámos na Eucaristia no Convento dos irmãos Dominicanos no Alto dos Moinhos. Foi uma celebração emotiva. A igreja estava, como sempre, cheia de pessoas, mesmo depois do incêndio do passado domingo o qual em nada abalou a força desta comunidade.
Apesar do que se perdeu a nível material, e foi imenso, o mais importante permaneceu intocável. Apesar da falta de paramentos, cálices, etc, a celebração foi feita com a mesma entrega, com o mesmo amor. Acredito que rapidamente o Convento voltará a ser o que era.
Por fim, finalizámos com um almoço onde convivemos, festejámos a alegria de ser VTS, de ser de Teresa de Saldanha, de ser de Jesus e de Deus.

Neste dia alguns elementos não puderam estar presentes por vários motivos. Mas não poderia terminar o meu texto sem os referir. Neste dia cada um deles esteve bem presente, como sempre estão, nas minhas orações. Pedi por cada um de vós. Pela Ana Cristina para que Deus lhe mostre o caminho da felicidade, que a ensine a relaxar e a não ser demasiado exigente consigo mesma. Pela Ana Carina, para que encontres em Deus a paz e a serenidade que tanto procuras e necessitas. Pela Sílvia para que Deus a ajude neste novo ano letivo. Pela Rafaela para que Deus seja sempre o seu refúgio e âncora. Pelo Josimar para que Deus continue a ser a luz no meio da escuridão e que consiga sempre alcançar as vitórias que pretende. Pelo Bruno para que se sinta sempre amparado por Deus, que sejas capaz de ver as pegadas na areia. Pela Catarina, que Deus a coloque nos nossos caminhos se assim for a Sua vontade. Pela Rita, que Deus lhe conceda o que mais deseja.
Por todos nós, que Deus se faça sempre presente nas nossas vidas…. que através da intercessão de Teresa nos sintamos sempre impelidos a fazer o bem sempre e onde seja necessário.


Ângela Silva
Comunidade de Lisboa

Peregrinação do Rosário em Fátima - Testemunho de Aveiro


Apesar de ter chegado um bocado mais tarde pude assistir ainda à atuação do Coro, na parte das conferências (Festa da Família). Eu não conhecia os cânticos mas fiquei encantado com as vozes de todos os membros do coro. Todas as Irmãs foram espetaculares sendo muito acolhedoras e ajudando no que era preciso.
Pude conhecer gente de outro VTS, o que foi muito bom, assim como conhecer o outro grupo de jovens que estava connosco (MJD – Movimento Juvenil Dominicano). Foi uma experiência diferente, não estava à espera de algo assim. A comida era muito boa, os estabelecimentos eram muito agradáveis e senti-me muito acolhido.
Gostei imenso das duas celebrações, tanto a Vigília de sábado com a Missa de domingo. Foi bom participar na animação da celebração de sábado, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, que é muito bonita. A celebração de domingo foi Eucaristia, ouvi as leituras e o Evangelho e perceber que tipo de mensagem é que estou a captar e onde posso aplicá-la.
Depois da celebração de domingo tive um momento para conhecer um bocado de Fátima e dei um bom passeio acompanhado por algumas pessoas. Estava muito ansioso para voltar para Aveiro mas ao mesmo tempo gostava de ter ficado mais algum tempo com todos para podermos conviver, o que me é muito natural.

Foi, sem dúvida, uma boa experiência, gostava de repetir.

Luís Almeida
VTS de Aveiro
Template by Clairvo Yance
Copyright © 2012 Voluntariado Teresa de Saldanha and Blogger Themes.